segunda-feira, 16 de maio de 2011

Técnico II

Finalmente, as brisas de Maio anunciam o inverno próximo. Junto a calmaria do vento que esbarra nas janelas já empoeiradas da sala. Não há mais nada a se fazer sobre as inúmeras horas que se perdem com a distração do complexo. Tudo bem, sejamos mais positivos. Dir-se-ia que são as horas necessárias para te fazer um profissional. A-Ha! Grande farsa.

Tudo o que fizemos, até agora, foi dar voltas, voltas e voltas em torno de nós mesmos... Assim como um cachorro, que persegue a própria cauda. Entre códigos, florestas negras e linhas mal indentadas do código mental, não é possível mais discernir o que está nos adicionando algo ou apenas está desgastando os nossos já sobrecarregados neurônios.

Mais uma hora se passa. Já se acumulam centenas de linhas de cálculos e fórmulas, que, vez ou outra são misturados a uma pequena descontração. Só isso, no entanto, me manteve por tanto tempo privado as minhas preciosas seis horas longe do barulho, das telas brilhantes e do distúrbio progressivo.

Começa uma nova era, a era dos mísseis e torpedos dos celulares, dos posts-bomba, dos tiros twittados. É tudo muito rápido, rápido como o sono tranqüilo inexistente, rápido como tiros de metralhadora, ressoando pelo vasto território virtual.

Aprendendo a trabalhar mais rápido que a rapidez, fazendo dos sites, poderosos tanques de guerra, que esmagam o usuário com seus brilhos mal trabalhados. Este usuário, no entanto, gosta de ser esmagado, ao que parece. Cada vez mais bonecos de ketchup tomam o lugar de um usuário crítico.

Nesse desvio, o vento se torna uma chuva... Uma leve chuva no quintal, vidraça baixada, observa-se as plantas. São onze horas da noite. Em um lapso de tempo, você viaja em um texto, para morrer na rotina. Na rotina do Pascal, na rotina do real. Informatismos que inundam nossas mentes ocupadas de ver o tsunami multimidiático ao invés de notar a beleza as lisas notas da chuva ou do canto dos pássaros na preguiçosa manhã de uma segunda.

Mas para que ouvir os pássaros? O computador pode apitar, não é mesmo?

domingo, 24 de abril de 2011

Motor amoroso

Estive matutando por estas altas horas, e aqui estou, novamente, nestas brilhantes e cansativas letras digitais, escrevendo. Escrevo pois me chama a atenção a questão amorosa. Segundo Daniel, um amigo meu, o amor é uma merda. Concordo plenamente. No entanto, quando estamos fora de qualquer paixão, temos um problema: Um vazio.

Tudo bem, alguns podem dizer que esse vazio pode ser preenchido com conhecimento. Mas não, não há como. Como podemos fazer qualquer coisa sem aquele sentimento de que qualquer coisa que façamos nos torna mais merecedores daquela mulher que amamos?

Enquanto estamos apaixonados, reclamamos, hoje em dia. Afinal, nada é mais sério, nunca há um bom grau de correspondência, e nos deprimimos por isso. Mas nos inspiramos ao ver uma foto da amada. Isso nos dá uma força que, muitas vezes, nem nós percebemos.

Claro, tudo é melhor quando temos a correspondência, mas não podemos desprezar, de nenhuma forma, a força do amor não correspondido. Há quem diga, inclusive, que ele dura mais, pois não sofre o desgaste de uma relação "ativa".

Enfim, é só. Como disse, são mal traçadas linhas, mas não queria deixar isso passar em branco.

Abraços,
Att.,
T. R. P.

sábado, 23 de abril de 2011

Espaço sujo

Mais uma vez, como sempre, sujo o espaço verde desse velho diário eletrônico, depósito de mágoas e outras coisas mais. No entanto, pense... Como podemos nos expressar sem sujar folhas hoje em dia? Tudo é tão expresso. Tudo é tão rápido. Os prazos são tão apertados.

As pessoas realmente acreditam que se o mundo está acessível na palma da sua mão, logo você tem condições de fazer qualquer coisa muito rápidamente. Não pode. Antigamente, quando alguém escrevia, era muito comum consultar muitos livros, e procurar os trechos necessários para a pesquisa neles. No entanto, ninguém levou em conta que, mesmo sendo um trabalho demorado, isso era apenas uma fração do tempo necessário para a escrita. Afinal, precisamos do tempo necessário para transformar o conhecimento e informação contida nos livros em uma linha de raciocínio.

Além disso, muitas vezes a idéia não vem, e você precisa gastar um certo tempo para relaxar a cabeça. E isso não é frescura. Mas todos acham que sim, e então entenderemos porque o mundo anda tão improdutivo.

Pior mesmo é o fato de as próprias pessoas terem a impressão de renderem mais, ao estarem on-line todo o tempo. Mas não estão. Agora, citando o meu caso, estou no MSN sempre que estou sentado ao computador, no entanto, acho inconcebível fazer um logotipo ou preparar um site respondendo em tempo real o MSN. Mas todo mundo acha que é, e acham absurdo quando demoro para responder (Enfim, achavam, hoje todos estão acostumados). Mas isso é reflexo da alta capacidade de distração de nossa geração.

Diziam os nossos avós que, ao se fazer 90.000 coisas ao mesmo tempo, não se faz bem nenhuma. E os trabalhos dos dias atuais costumam apenas ratificar isso.

Pensem.

Att.,
T. R. P.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tecnologia em nossas mentes

Ah, tecnologia. Em muitos dos meus posts me senti forçado a incluir a tecnologia no nível de realidade em que representei o ambiente. Inclusive, relendo posts antigos, escrevi isso em uma carta, direcionada uma pessoa especial para mim, tive a oportunidade de ver os tecnologismos nos quais incorri.

Sou contraditório, posso parecer muito adepto da tecnologia, de seus 'applets', sistemas e códigos, no entanto, sei que não havia nada mais fácil do que uma máquina de escrever. Convenhamos, a máquina de escrever nunca travou, e nunca travará, a menos que haja alguma sujeira no mecanismo. A tecnologia nos pescou, cravou anzóis em nossos desavisados cérebros.

Hoje é muito comum alguém fazer referência a alguma tecnologia ao escrever posts ou no MSN. Pauta nossos assuntos, assusta com o seu avanço, e substitui a religião, com a velocidade com que traz a informação. Entretanto, acho que isso prejudica em muito o lirismo, impactando algo de cunho objetivo em um texto que pretendia ser profundo.

Em suma, a tecnologia não é suficientemente profunda para ser colocada nesse tipo de texto, muitos devem concordar comigo que isso é horrível, mas posto isso só para dizer que acho o mesmo, só não econtrei melhores conotações para substituir os tecnologismos.

Att.,
T. R. P.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O último contraforte do Ocidente

Bom dia, leitores...

Me sinto mal, não mal pelo resfriadinho insignificante, e sim pelo fato de que me emocionei, imaginando o exército fincando uma bandeira Brasileira nos escombros da Rocinha. Mas fiquei mais triste ao me tocar de que isso não acontecerá, e que ri-se da política ocidental. A esquerda ri, todos riem. Quando falei do programa espacial no curso técnico, virei motivo de piada.

Isto é uma nota curta, mas gostaria de expressar o quanto me deixa magoado o fato de sermos tão individualistas hoje em dia. As pessoas penduram símbolos de paz e amor em todos os lugares e pregam igualdade, mas para onde iremos? As pessoas não são iguais, cada um tem uma cabeça. Me sinto destruído nesse paraíso de ratasanas, em que você não pode nem estourar os miolos de um assaltante com uma AK-47. E há quem diga que defender bens materiais é pouco! Quero ver quem vive sem luz e computador hoje em dia. Quero ver.

Att.,
T. R. P.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Técnico

Mais técnico do que o mais técnico cara que conserta o seu computador. Mais técnico do que o pôr-so-dol. Técnico como qualquer coisa chapada... Tanto faz. O fato é que isto parece mais com o fim do mundo, sem ser superficial. O problema não é a internet ser bloqueada ou voltar tarde em si. O técnico tem coisas muito boas, entretanto, é ruim ficar se focando tanto em um objetivo que nem é o nosso.

Atualmente, no Brasil, isso se faz necessário. Você começa se focando, e depois encontra amigos que possam te carregar. É assim.

Me perguntariam, por certo, qual é meu objetivo... Respondo, pois, que é nulo, inexistente. Quero conhecer o que estiver ao meu alcance. O espectro humano é muito maior que uma simples área, que é a informática. Note, não desprezo, muito pelo contrário, mas sabemos que existem preocupações maiores.

Quanto maior o nosso espectro, maior a nossa possibilidade de propor soluções à tais problemas. Mas o brasileiro, entretanto, prefere se focar e ficar preso em um feudo, com 'segurança', do que pensar... Alias, não só o Brasileiro, isso parece ser tendência mundial.

Ao final desse post não sinto a chuva caindo na janela, nem o cansado sol da tarde fazendo-se refletir na tela do velho monitor de tubo, e sim o enjoado ruído do ventilador, aula, aula, aula e aula e estigmas. O tempo é nublado, mas não tão nublado quanto o leve frio que envolve o quarto nas tardes de outono. Isso cansa. E de pensar que reclamamos tanto... Lembre-se da máxima de Murphy: Tudo que é ruim pode ficar pior.

Att.,
Tadeu R. P.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vendedores de Bananas (e soja)

Mais uma vez, mostro-me aterrorizado. Gostaria de estar escrevendo esse post em Londres. Mas atualmente estou escrevendo-o em São Paulo. Não que não goste da cidade, não gosto é do país, mesmo.

Esse cubículo, vendedor de comodities e bananas, república pré-chavista, ainda insiste em chicotear os seus habitantes. É horrível ter que generalizar os políticos, mas parecem ser iguais, sempre. Eventualmente, são construídos hospitais, escolas, etc... Mas, quase sempre, quem dita o acesso é o Q.I. (Quem indica) e a burocracia, a recorrente e maldita burocracia.

Orgãos aparelhados e inchados detonam os recursos do governo. Nesse meio tempo, Escolas continuam mal equipadas, E.T.E.C.'s ficam dependendo de recursos da A.P.M., você vai na Fundação de Odontologia da USP e não consegue tratamento porque "não há alunos", você não consegue tratamento de ortodontia porque "não há interesse didático", o trabalho intelectual é nivelado à vagabundagem, e os escritores que tentam refutar essa situação são hereges.

Mas para a Imprensa, é tudo colorido e agradável. Pessoas "versáteis", modernas, abertas, mais parecidas com Alphas mantidos pelo Soma ("O Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley"). Ninguém mais arrisca a estabilidade mínima atual falando que o bolsa família é puro assistencialismo populista.

Mas estamos aqui, sem ter dinheiro para o ônibus, tendo que mostrar toda a versatilidade, fazendo dois cursos por dia (alguns até três), e já pensando no vestibular. Todos precisam se focar, não é concebível que alguém conheça assuntos nos mais diferentes campos... Afinal, o super-especialista irá, provavelmente, fazer a tarefa mais atido com o assunto em que foi formado do que alguém que tenha poli-conhecimentos.

E, além do mais, é muito mais fácil pagar um super-especilista, afinal, ele só cobrará pelo servicinho quadrado dele, enquanto a pessoa que pensa irá cobrar o justo por utilizar sua força de trabalho (Sim, o cérebro é uma ferramenta) para fazer o melhor possível. Mas o "melhor", não parece ser mais necessário.

A alta experiência parece ser ridicularizada, e só conta se vier com um mestrado junto. Mestrado em [imagine a matéria mais ínfima da faculdade]. Estou farto. Se tivesse como, deixava esta terra de índios esquerdistas, vendedores de bananas e "amigo" (Imagine um sotaque sulamericano).

Tenham uma boa noite, e deixem esta terra devastada antes que seja tarde demais. Se isso não começar com a Dilma, será algum outro populista.

Att.,
T. R. P.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Reforma

Boa noite, leitores.

Já faz algum tempo que devo a mim mesmo, e também a vocês uma reforma neste blog. Não revelarei o que será feito, por enquanto, e também acredito que ninguém queira saber de suspense por aqui. Mas digo isso apenas porque não planejei nada sobre a reforma. Isso é necessário, entretanto. Porque sabemos que se na natureza o mar se encarrega de esculpir as pedras, na World Wide Web os designers, webmasters e blogueiros se encarregam de esculpir seus monumentos e textos digitais (Há um certo exagero em comparar o Flash com um monumento em pedra, mas foi apenas para explicar).

Estamos aí.

Att.,
T. R. P.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Objetividade

Sim, objetividade. Hoje as pessoas são assim, objetivas, imediatas. Nem acho que isso vá mudar tão cedo, mas queria deixar registrado mesmo assim, para que pelo menos saibamos o que perdemos em meio a isso.

Objetividade é um mecanismo simples de pensamento. Digo, um primeiro plano. Nesse plano está contido desde a escolha da barra de cereal, de manhã, atè a escolha de um curso que você quer fazer, se focando em um objetivo. Exemplo: "Estou sem dinheiro, marketing está dando dinheiro, portanto, farei marketing. ".

Nós perdemos com isso, as pessoas não fazem cursos ou faculdads para estudar e acumular conhecimentos sobre o mundo, elas preferem simplesmente viver suas vidas. Afinal, todos sabem que assim é muito mais confortável do que se matar tentando solucionar um problema de lógica. Por mais incrível que hoje possa parecer, isso é muito aceito hoje em dia, pois aqui é a terra do culto ao especialista.

E então, todo esse conhecimento fica fragmentado entre várias pessoas, e quando várias executam tarefas muito específicas, vai ficar meio difícil escolher alguém para liderar, afinal, qualquer um que seja escolhido, entenderá apenas de suas áreas. Resumindo: Será o completo fim dos "faz-tudo"'s das humanas (que, em certos casos, sabiam até um tanto de exatas). E, em contrapartida, surgirão apenas operadores do dia-a-dia, incumbidos da heróica (Me recuso a adotar o novo acordo) tarefa de desempenhar suas funções.

E os "faz tudo"'s restantes estarão por trás disso, pensando no suposto bem e uniformidade humana, assim podem deixar que o serviço de "zumbização" continue.

O problemas é justamente que, se isso é feito sem liderança, como cada especialista vai saber onde ele é necessário?

A objetividade também se aplica aos pensamentos rápidos, tais como "vamos beber uma cerveja?". Alias, os pensamentos do dia-a-dia são objetivos. Ok, todos nós sabemos que ninguém vai colocar Aristóteles ou Platão no meio disso, pois, como sabemos, quem tem casa/apartamento precisa constantemente pagar as despesas e comprar comida, e, certas vezes, verificar as contas.

Todas essas tarefas não são complexas, mas se tornam com a nossa péssima educação.

E o aftermath é o mesmo: Continuaremos burros e objetivos, e... Mesmo sendo corporativistas, sempre, alguma hora, vamos perceber que só se vence a zumbização com estúdio. Ao ver isso, já é tarde.

Boa noite,
Att.,
Tadeu

22 de Janeiro de 2011
São Paulo, Capital

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tempo limite

Do alto da Ponte Eusébio... Do nascer do sol até o cair da noite. O vento tênue varre a poeira de forma precária de cada um dos ônibus e carros parados em uma tétrica seqüência, que combina irracionalidade com a falta de perspectiva de algo melhor. E então, o último raio de luz bate, deixando lugar à Lua, que teima em aparecer antes que nossa grande estrela incandescente se esconda de nossos horizontes para iluminar o dia e outros cidadãos.

O dia termina, deixando pessoas em suas casas, para alimentar um ciclo interminável, lutando contra o abafado sono, e quase amordaçado pela rotina diária. Nesse meio, em que o corporativismo impera e que prevalece o Q.I. (Quem indica), não há nada a ser feito, que não seja observar o lento passar das horas através de um sujo visor, que, há horas, o acompanha, sob suor e partículas suspensas. Tão suspensas, que certamente poderiam suspender a qualquer pessoa de sua rotina, tendo que tomar remédios para conseguir ao menos respirar.

E da janela de um ônibus, que pode ser, com justiça, de caminhão de gado. Na nossa mania de ser Livestock, está um conformismo brasileiro. E enquanto isso imperar, as partículas em suspensão vão continuar congestionando nossas vias aéreas, já emparedadas de dióxido de carbono. E mais um dia começa como terminou. Dentro da caixa de papelão sobre pneus, compactado feito fardo de algodão prestes a ser carregado em um trem.

Att.,
T. R. P.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Patrulha da madrugada

É, parece que não tem horário melhor para escrever. De dia não dá... É muita agitação, muita gente proferindo milhares de palavras de comando na minha orelha. Afinal, todo o "moleque" deve "fazer alguma coisa". Daí, se demorar...
- Ô, moleque, não ajuda em nada mesmo.

Não respondo, volto, abro um jogo, e fico dando golpes de lança no meu tempo, enquanto eu deveria estar lendo. Mas o fato é que não estou muito afim de fazer isso durante o dia... Tudo bem, tenho um amigo meu que tá em situação pior, em relação à paz no recinto. Mas, de dia, não faço nada que demande muita importância só pra mim.

Dessa forma, me tranco no meu quarto... 5h da madrugada. Hora de dizer algo, mas o quê? Nada. Muitos lêem o blog do raiozinho, mesmo que esporadicamente. Alguns vieram para ler e xingar muito no Twitter, outros vieram só para ler, outros vieram para olhar. Gostaria de agradecer à essas pessoas por fazer meu "trabalho" valer à pena.

Em algumas vezes, inclusive, as pessoas tem conselhos úteis. Nunca podemos deixar de prestigiar o trabalho da crítica.

Mas desse nada, citado no parágrafo anterior, saem textos como esse. De vez em quando eu gosto de mandar um sinal de vida para quem lê o blog, e faço questão de que ele seja minimamente bem escrito, porque eu sei que eu não falo com macacos. Ou seja, é isso, no final das contas, que eu eu venho fazer aqui às 5h.

O sinal de fumaça está dado... Preciso mandar um mensageiro ou posso finalmente dormir? Ok, já que o Blogger não responderá isso por mim, eu vou escolher a opção mais óbvia. Dormir.

Att., T. R. P.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Texto mal formulado

Aqui está mais um texto, passado diretamente no editor de Blogger, nem tive o cuidado de passa-lo no meu antiquado Word 6. Confesso que não tive paciência para escrever nada até que eu ficasse no meu quartinho, ouvindo música e tendo idéias à partir de minhas conversas via Messenger.

Um leitor reclamou do meu pouco volume de artigos. De fato, reconheço, posto pouco. Porém, já falei de quase tudo que me incomodava, tanto diretamente, quanto indiretamente. Se eu delinear mais algo aqui, tenho quase impressão de que será um texto redundante (Este provavelmente será, também), mas, para diferenciar um pouco, vou comunicar algo um pouco diferente do meu radicalismo usual:

Estou no mundo do "intelectual" Datena. Acho que é difícil de se ter uma dimensão em o quanto isso me deprime. Mas estou aqui, vivendo minha vida, indo para um colégio novo. Queria começar de modo diferente, e mandar um abraço, abraço antecipado... para os alunos do Guaracy Silveira. Não quero conflitos, não quero confusões, lutas por nacos. Quero apenas pensar. Pensar. Escrever. Eu quero ser uma antena de minha civilização.

Hoje não há muito espaço para isso, mas estou disposto a apostar minhas fichas nisso, e não mais em rusguinhas de colégio, e entrar nesse ano sem ressentimentos passados, e sem previsões de problemas futuros.

P.S. para um amigo meu: Amar e ser amado é a melhor coisa do mundo, talvez, mas não deixe que isso leve sua consciência, pois o mundo não consiste só nisso, como você mesmo deve saber, e de qualquer forma. Sorte, força!

Obrigado.

Att,
T. R. P.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Retrospectiva rápida de 2010, 2011 & Cidade

Olá, leitores.

Realmente, como podem constatar, faz muito tempo que não escrevo aqui. Ninguém deu pela falta, também... Já faz duas semanas que o nosso ilustre 2011 chegou, trazendo poucas novidades em relação à 2010, tirando o novo Belzebú de Saias e sua equipe de malfeitores, que veio substituir a equipe de malfeitores anterior. Meus amigos "não-politizados" perguntam "E daí? Ela não pode fazer um bom trabalho? " ou então dizem que não querem discutir isso, mandando logo um emoticon ":S" no final, indicando um profundo incômodo. Visto isso, não vou longe em falar de política, não vale mais à pena.

Sobre 2010, posso dizer que foi um ano bastante conturbado. Foi o ano em que tive que arcar com diversar escolhas que fiz. Foi, sem a menor sombra de dúvida, o ano que mais me ensinou coisas. Quando coloco-me para pensar nos erros, uma luz vem, da janela, em que, outrora, estivera escuro. Envergonho-me de muitas coisas escritas aqui, pintadas com uma veemência, com uma raiva, sem precentes, e que, no final das contas, resultou em um grande, como dizem na internet, FAIL.

Pois se existe algo que se aprende rápido quando se é jovem, é que não é possível mudar as pessoas, mas elas mudam mesmo assim, expostas à radiação de um sol, o sol do mundo delas, o pequeno sol que apenas elas vêem. Entendendo isso, chega-se à conclusão de que este blog representou o quartel do exército de um homem só. O homem que olhou, à luz do luar, e do quente sol do meio dia, indescências de pessoas que apenas pensam em seu pequeno existir, o que lhes satisfaz completamente.

Não me extendo, já publiquei uma carta pública pedindo desculpas. Me sugeriram estilos de texto, me sugeriram técnicas. Não me comprometo, entretando, a segui-las. Cada um tem seu jeito de escrever. Assim como um escritor do romantismo difere de um do arcadismo, o mesmo se aplica aos blogs, guardadas as devidas proporções. Por exemplo: Meu estilo, sentimentalista, humanista, não combina com o estilo despreocupado e atirado do blog "Ato ou Efeito" e nem com o jeito humorista e interneteiro do "Nãointendo"(SIC).

2010 passou assim, do ponto de vista desse blog. 2011, vai ser pior. Vai ser um vazio na comunicação. Escrever em público implica responsabilidades, entre as quais arcar com comentários e ataques de pessoas que não concordam, sendo assim, à partir de agora, vou ser tão arroz e feijão quanto a minha "flexibilidade ideológica" permitir. Pois é bem verdade que todos odeiam o Sarney, mas, como sabemos, as pessoas criticam a figura, e não o problema que está por trás dela (No caso do Sarney, coronelismo). Hoje as pessoas não vão além, e quem vai tem que se equiparar à quem não vai. Essa tendência não mudará nos próximos tempos. E, à medida que ela não mude, espere menos textos aqui.

Quanto à cidade, digo que fico um tanto triste com o jeito que ela é tratada hoje. A imagem que aparece inicialmente é daquela capital com orgulhosos habitantes. Mas o que se revela, na verdade, aos nossos olhos, é uma capital de terceiro mundo, desolada, revestida de concreto, cortada por rios poluídos, crivada de favelas em seus limites de urbanização (Não, Heliópolis não é urbanizada, chama-se, necessariamente, favela), milhares de carros soltando muito óleo, o qual respiramos junto ao "ar nosso de cada dia".

O que fizeram com o centro? O que fizeram? Embora a Paulista ainda faça parte do coração da Cidade, gostaria muito de ver o Centro da Cidade como área comercial. A especulação imobiliária cuidou para que isso não fosse possível por muito tempo. Visando vender mais e mais, montaram áreas fantasmas, lotaram de prédios. Algumas deram certo, como a Paulista, outras deram errado, como a Berrini. O problema do Centro é que as novas empresas se dirigiram para áreas de alta especulação, e o Centro estava sendo deixado pelas firmas naquele momento. Todas as atenções estavam direcionadas para os novos locais, com prédios modernos, infraestrutura de última geração, etc... (Embora, na Paulista, o Metrô só tivesse chegado em 91), e nesse meio tempo o Centro foi ficando abandonado.

Tudo bem, talvez esta teoria esteja meio falha, mas um fato é que essa deterioração se deve, também, ao pouco sentimento das pessoas que moram em São Paulo. Aqui é um centro econômico, portanto as pessoas daqui só trabalham para fazem sua vida, comprando seu carro e seu celular, não lhes importa que o Centro seja bonito, quando passam lá, não observam os grandiosos prédios do século passado, não comtemplam mais os prédios oficiais de um tempo em que a arquitetura importava, não, passam lá só para se dirigirem à Santa Efigênia, ou à outros locais. Até entendo que visitar o centro não seja exatamente um grande programa, mas quando for para fazer algo específico, preste atenção na beleza dos edifícios, que mostram o despontar de uma máquina econômica (Embora tenha acelerado pouco, desde aquela época até hoje).

Enfim, é isto. O meu texto deve estar horrivelmente ruim, pois faz tempo que não escrevo, peço desculpas, caso vocês achem isso.

E mais um recado final:

A próxima coisa que devo fazer, é esquecer do computador, ler "Os Lusíadas" (que já comecei a ler) e andar por aí, fotografando a cidade e o bairro, caçando lascas de um passado que não conheci, infelizmente. Talvez, nesse tempo, não houvesse voz para todos, nem para quem vos escreve, mas isso não faria falta, haveriam pessoas confiáveis cuidando do bem geral. Os anarquistas de plantão chamar-me-ão de ingênuo, mas isso é pontinha de uma sociedade que, embora não perfeita, funcionara muito bem.

Abraços,
Pedro Pinheiro

domingo, 28 de novembro de 2010

Treino para Conto - I

Cerveja, muita cerveja. Já parecia suco de laranja naquela altura do campeonato. Mal via um palmo à sua frente, mas mesmo assim levantou-se. Foi ao balcão e pediu uma cerveja, mas falou que não queria suco de laranja. Todos sabiam a causa, um cheiro, que não era estranho à nenhum herbanário, se fazia sentir. O bar estava cheio, mas as duas mesas vizinhas estavam vazias.

Levantou-se, pagou com uma nota de Cem uma conta de 80. Chegou à sua casa do mesmo estado em que se levantara da cadeira. Os pais não estavam em casa, enquanto sentava em seu quarto, apenas olhava em volta, como se os objetos se movimentassem. Lhe era estranho, lhe era agoniante, mas ao mesmo tempo fantástico, e insuficiente. Precisava de mais, mas não podia mais, seus membros pareciam não atender aos movimentos.

Seus pais chegam, o chamam para a janta. Em um trocar de palavras rápido, dá tempo de se apossar de um pedaço de torta e se sitiar no quarto novamente. Dorme, dorme muito. Ao acordar, está lúcido o suficiente para lembra que tem que dirigir à algum lugar, engole bolachas, se joga no carro da mãe e sai na frente do colégio. Já não é mais o mesmo, nesta terra ganha poderes especiais, mas nem se lembra como conseguiu isso.

Era trágico. Não conseguia se dissociar seu emocional, social e físico, não conseguia se isolar. Era um só, muito sociável, é verdade, porém apenas queria ter sua vida, ouvir sua música, ter sua mulher. Não tinha isso antes, e teve tudo depois. Abriu sua mente por métodos muito mais naturais do que os neorônios poderiam oferecer.

Em ser sociável tentava encontrar o sentido de sua vida. Isso lhe segura, lhe conforta. Mas ao final das contas, nem lembrava que havia um colégio, família e pessoas, lembrava só de algumas pessoas muito próximas.

Afinal de contas, talvez nem tudo isso fosse ligado dessa forma, mas estava tudo tão mesclado, que agora seria até o fim. Tudo isso foi pensado, estava sendo pensado, neste momento, em uma cama hospitalar. AIDS no estado terminal.

--

A força da mente é a mais importante de nossas forças.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Redenção

Este blog foi durante algum tempo um constante alvo de ataques e contra-ataques. Foi depósito de depressões mal escritas, travestidas de bem escritas. Ofensas reitóricas, porém sem fundamento. Feri pessoas que não tinham nada a ver com o problema, muitas vezes. Citei nomes quase que claramente. Poderia fazer uma lista de itens aqui. Poderia escrever o nome de cada um. Infelizmente não posso fazer isso.

Apenas digo que não apagarei os textos antigos, mas deixo claro que me arrependo deles.

Levanto a bandeira branca a todos.

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today


Imagine - John Lennon

Obrigado.

Att., Pedro

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

De tudo um nada, do pouco, um relato despreocupado

Amanheça e olhe para o relógio do seu despertador. Pense imediatamente que mais um dia não mata. Não custará suportar um pouco mais o que já acontece. Já fui preocupado com muitas coisas. Mudo agora. Minha política passa a ser a política do “foda-se”. O único jeito de sobreviver na ausência de luz é usando uma lanterna e não vociferando para que a luz volte.

Sobrevive-se nesses tempos sim! Cabeça para cima, corpo para frente, lanterna na mão, rifle da frieza na outra. Te chamaram de otário, escroto, gordo? Foda-se, o que vem dos níveis inferiores jamais pode influir em sua mente. Acredito nisso, e mais do que nunca à partir de hoje, o melhor método de lidar com ignorância é ignorar a ignorância. Você fala que sou burro, inseguro. Posso ser, mas você é um nada, fala isso por não ter mais no que reparar.

Falta do que fazer, problema sério. Porém vai um foda-se para isso também. Saiba com todas as letras: se quer ser idiota, a opção é sua. Colherás o fruto do que plantou hoje em outros dias.

Preocupo-me em quem se preocupa comigo, amo quem me ama, gosto de quem me gosta. Não estou mais nem aí para quem tenta me acertar com pequenas brincadeiras.

Bem-vindos ao novo mundo (:
Todos os inconformados, se unam à causa, e mostrem todo o seu “foda-se” diante de quem constantemente se recusa a entender.

\o/
T. R. P.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Já sei, já sei...

... vocês querem posts novos.

Infelizmente estou sem paciência para escrever algo de novo neste momento devido à falta de assunto mesmo. Para evitar looping, vou escrever primeiro offline, depois posto aqui o parecer mais "interessante". Peço desculpas pela falta de posts (Aos que costumam acompanhar de verdade).

Ah, e vou enviar o meu "projeto de blog" para um arquiteto, minha mãe é arquiteta. Quem sabe não seja aprovado e deixe de ser só um projeto. 8D (Awesome Face).

Att.,
T. R. P.

domingo, 12 de setembro de 2010

Blog do raiozinho: Um tanto quanto um depósito de depressões: Das funções de um blog.

Vlog, Blog, Slog, Alog, Podcast, que seja. A idéia básica de um blog é postar artigos. Um weblog pode ter vários propósitos, pode se prestar a finalidade de diário público ou crítica ao governo. Você escolhe (Se você estiver criando um blog, claro). A maioria das pessoas escreve sobre suas existências vazias (assim como eu faço), embora muitas dessas pessoas achem realmente legal escrever sobre a existência vazia. Tá, admito, eu acho. Mas isso é apenas porque o vazio da sociedade não dá pauta para temas importantes.

De qualquer forma todos criticam este blog apenas porque é um "Depósito de depressões". Oras, se eu só reclamo do mundo, é porque ele não tá bom. É impossível que alguém ache que está tudo certo. Se está achando, saiba: Mundo é muito mais do que você entende por mundo.

By the way, se você não gosta de textos depressivos, leia, mas não encha a paciência, ou simplesmente não leia. Ah, não adianta comentar no colégio o que escrevo aqui. Minha face de observador/escritor é destacada da face de "Aluno". Mesmo que eu esteja escrevendo um texto, serão dois modos alternados ao mesmo tempo (Alternância que diga-se de passagem não funciona bem, porque se perco a linha com idiotices alheias, demoro a retornar ao estado de consciência que utilizei para escrever o texto).

Mas tudo bem, não tenho mais forças para criticar tanta asneira. Meus textos políticos são taxados geralmente de "babacas". Meus textos criticando a classe média do CPU são classificados de "depressivos"... Os pessoais... Idem. Penso mesmo em encerrar este local, certas vezes, afinal é muito lixo de feedback. Não, os comentários eu geralmente gosto. Tirando poucos comentários idiotas, do tipo "Ô, Pedrão, assim não meu", do leitor "Alberto Alvis Corrêa" (Vulgo Pedro Lima Santos), costumo receber bons feedbacks, nesse aspecto agradeço a Patrícia, do "Odds & Ends" (Endereço nos recomendados, ao lado -->) e o Daniel Dutra, que nem tem comentado muito por aqui ultimamente, mesmo assim o endereço do blog dele se encontra ao lado, também (Embora os textos dele sejam na mesmo estilo desse, entrem e leiam também, é interessante).

Entretanto afirmo: Vou continuar escrevendo. Agradecimentos à quem me apoia!

Abraços,
Pedro T. R. P.

A good day

Acordei muito bem, eram 10 da manhã em ponto. Tomei café, e comi apenas um pão francês. Em saí para ir ao mercado, e no meio do caminho troquei uma abraço com a menina que eu amo, que bela coincidência. Depois, sem esperar muito, consegui usar muito bem o meu computador. Ele está rápido que nem um avião. Depois comecei a fazer meus trabalhos, fiz tudo em 15 minutos, era volumoso, mas a preguiça era inexistente, e era fácil de fazer.

Na Janta teve peixe, depois fui treinar os acordes na minha Gibson SG com amplificador Marshall Pré-Valvulado, e em duas horas treinei todos, tomei banho. E já estava pensando em treina-los de novo no dia seguinte. Não tive decepções, não tive problemas. Ainda fui na casa de uma amiga e a gente conversou muito bem. Recebi 3 mensagens legais no celular.

E a mina que eu gosto queria ficar comigo.

Bom, né? Seria, se fosse verdade. Forever Alone.

Att.,
T. R. P.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cindo dias para dar dorflex à alma

Escrevo às 11h20, ao som de "chop chop" a cachorra bebe água e não posso deixar de mais uma vez escrever um artigo, apenas para constatar minhas constantes falhas.

Tudo bem, tentei variar, mas é óbvio que eu cairia nisso novamente. Não lembro qual foi a última vez em que pensei nisso, não lembro porque penso nisso o tempo todo. E seria extremamente hipócrita negar. Ainda gosto de você, ainda te amo... O que é sem dúvida letal ao coração, uma vez que é o tipo de coisa que não dá em nada.

Ligo o som do quarto, ouço Ramones, AC/DC. É, o de sempre... Só para o tempo passar mais rápido. Na manhã seguinte, me arranco da cama, coloco o meu All Star, corro entre cozinha e banheiro em um rápido escovar de dentes apenas coloco a mochila no ombro e retomo meus passos já percorridos no dia anterior, sempre em direção de um prédio cinzento, opressivo, em meio a construções toscas e mal acabadas que ofuscam o ideal de estética. Quando volto a mim, já estou no quinto andar. Ao afundar na carteira retomo o meu pensamento em você... Faço um vôo pelas nuvens e rasantes nos campos abertos, mas ao mesmo tempo lindamente arborizados... O cenário perfeito, o sentimento perfeito, só falta você.

By the way, você está a poucos KM's da minha casa, estuda no mesmo colégio que eu, mas não vai ler isso provavelmente... E mesmo que leia, no effect. De qualquer forma mantenho a minha escrita: "Eu vou falar, tente não me ouvir, contra a sua vontade ainda estou aqui" (Sugar Kane - A Máquina Que Sonha Colorido).

Agora mais 5 dias para descansar do opressivo cenário de guerra que é o Porto União.
Digo isso porque é irritante conviver com as diferenças... Essas diferenças são o X da questão. Algumas divergencias são plenamente suportáveis, desde que as pessoas estejam no mesmo nível que você, para que pelo menos você possa estabelecer um diálogo. Não existe essa possibilidade...

Pelo menos vou ter a oportunidade de viajar de novo ao extremo da cidade e zoar um pouco para apagar da mente os cabeças de bagre com quem tenho que rachar espaço, o que é realmente um porre para um intelectual.

Att.,
T. R. P.