Mais uma vez, mostro-me aterrorizado. Gostaria de estar escrevendo esse post em Londres. Mas atualmente estou escrevendo-o em São Paulo. Não que não goste da cidade, não gosto é do país, mesmo.
Esse cubículo, vendedor de comodities e bananas, república pré-chavista, ainda insiste em chicotear os seus habitantes. É horrível ter que generalizar os políticos, mas parecem ser iguais, sempre. Eventualmente, são construídos hospitais, escolas, etc... Mas, quase sempre, quem dita o acesso é o Q.I. (Quem indica) e a burocracia, a recorrente e maldita burocracia.
Orgãos aparelhados e inchados detonam os recursos do governo. Nesse meio tempo, Escolas continuam mal equipadas, E.T.E.C.'s ficam dependendo de recursos da A.P.M., você vai na Fundação de Odontologia da USP e não consegue tratamento porque "não há alunos", você não consegue tratamento de ortodontia porque "não há interesse didático", o trabalho intelectual é nivelado à vagabundagem, e os escritores que tentam refutar essa situação são hereges.
Mas para a Imprensa, é tudo colorido e agradável. Pessoas "versáteis", modernas, abertas, mais parecidas com Alphas mantidos pelo Soma ("O Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley"). Ninguém mais arrisca a estabilidade mínima atual falando que o bolsa família é puro assistencialismo populista.
Mas estamos aqui, sem ter dinheiro para o ônibus, tendo que mostrar toda a versatilidade, fazendo dois cursos por dia (alguns até três), e já pensando no vestibular. Todos precisam se focar, não é concebível que alguém conheça assuntos nos mais diferentes campos... Afinal, o super-especialista irá, provavelmente, fazer a tarefa mais atido com o assunto em que foi formado do que alguém que tenha poli-conhecimentos.
E, além do mais, é muito mais fácil pagar um super-especilista, afinal, ele só cobrará pelo servicinho quadrado dele, enquanto a pessoa que pensa irá cobrar o justo por utilizar sua força de trabalho (Sim, o cérebro é uma ferramenta) para fazer o melhor possível. Mas o "melhor", não parece ser mais necessário.
A alta experiência parece ser ridicularizada, e só conta se vier com um mestrado junto. Mestrado em [imagine a matéria mais ínfima da faculdade]. Estou farto. Se tivesse como, deixava esta terra de índios esquerdistas, vendedores de bananas e "amigo" (Imagine um sotaque sulamericano).
Tenham uma boa noite, e deixem esta terra devastada antes que seja tarde demais. Se isso não começar com a Dilma, será algum outro populista.
Att.,
T. R. P.
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Reforma
Boa noite, leitores.
Já faz algum tempo que devo a mim mesmo, e também a vocês uma reforma neste blog. Não revelarei o que será feito, por enquanto, e também acredito que ninguém queira saber de suspense por aqui. Mas digo isso apenas porque não planejei nada sobre a reforma. Isso é necessário, entretanto. Porque sabemos que se na natureza o mar se encarrega de esculpir as pedras, na World Wide Web os designers, webmasters e blogueiros se encarregam de esculpir seus monumentos e textos digitais (Há um certo exagero em comparar o Flash com um monumento em pedra, mas foi apenas para explicar).
Estamos aí.
Att.,
T. R. P.
Já faz algum tempo que devo a mim mesmo, e também a vocês uma reforma neste blog. Não revelarei o que será feito, por enquanto, e também acredito que ninguém queira saber de suspense por aqui. Mas digo isso apenas porque não planejei nada sobre a reforma. Isso é necessário, entretanto. Porque sabemos que se na natureza o mar se encarrega de esculpir as pedras, na World Wide Web os designers, webmasters e blogueiros se encarregam de esculpir seus monumentos e textos digitais (Há um certo exagero em comparar o Flash com um monumento em pedra, mas foi apenas para explicar).
Estamos aí.
Att.,
T. R. P.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Objetividade
Sim, objetividade. Hoje as pessoas são assim, objetivas, imediatas. Nem acho que isso vá mudar tão cedo, mas queria deixar registrado mesmo assim, para que pelo menos saibamos o que perdemos em meio a isso.
Objetividade é um mecanismo simples de pensamento. Digo, um primeiro plano. Nesse plano está contido desde a escolha da barra de cereal, de manhã, atè a escolha de um curso que você quer fazer, se focando em um objetivo. Exemplo: "Estou sem dinheiro, marketing está dando dinheiro, portanto, farei marketing. ".
Nós perdemos com isso, as pessoas não fazem cursos ou faculdads para estudar e acumular conhecimentos sobre o mundo, elas preferem simplesmente viver suas vidas. Afinal, todos sabem que assim é muito mais confortável do que se matar tentando solucionar um problema de lógica. Por mais incrível que hoje possa parecer, isso é muito aceito hoje em dia, pois aqui é a terra do culto ao especialista.
E então, todo esse conhecimento fica fragmentado entre várias pessoas, e quando várias executam tarefas muito específicas, vai ficar meio difícil escolher alguém para liderar, afinal, qualquer um que seja escolhido, entenderá apenas de suas áreas. Resumindo: Será o completo fim dos "faz-tudo"'s das humanas (que, em certos casos, sabiam até um tanto de exatas). E, em contrapartida, surgirão apenas operadores do dia-a-dia, incumbidos da heróica (Me recuso a adotar o novo acordo) tarefa de desempenhar suas funções.
E os "faz tudo"'s restantes estarão por trás disso, pensando no suposto bem e uniformidade humana, assim podem deixar que o serviço de "zumbização" continue.
O problemas é justamente que, se isso é feito sem liderança, como cada especialista vai saber onde ele é necessário?
A objetividade também se aplica aos pensamentos rápidos, tais como "vamos beber uma cerveja?". Alias, os pensamentos do dia-a-dia são objetivos. Ok, todos nós sabemos que ninguém vai colocar Aristóteles ou Platão no meio disso, pois, como sabemos, quem tem casa/apartamento precisa constantemente pagar as despesas e comprar comida, e, certas vezes, verificar as contas.
Todas essas tarefas não são complexas, mas se tornam com a nossa péssima educação.
E o aftermath é o mesmo: Continuaremos burros e objetivos, e... Mesmo sendo corporativistas, sempre, alguma hora, vamos perceber que só se vence a zumbização com estúdio. Ao ver isso, já é tarde.
Boa noite,
Att.,
Tadeu
22 de Janeiro de 2011
São Paulo, Capital
Objetividade é um mecanismo simples de pensamento. Digo, um primeiro plano. Nesse plano está contido desde a escolha da barra de cereal, de manhã, atè a escolha de um curso que você quer fazer, se focando em um objetivo. Exemplo: "Estou sem dinheiro, marketing está dando dinheiro, portanto, farei marketing. ".
Nós perdemos com isso, as pessoas não fazem cursos ou faculdads para estudar e acumular conhecimentos sobre o mundo, elas preferem simplesmente viver suas vidas. Afinal, todos sabem que assim é muito mais confortável do que se matar tentando solucionar um problema de lógica. Por mais incrível que hoje possa parecer, isso é muito aceito hoje em dia, pois aqui é a terra do culto ao especialista.
E então, todo esse conhecimento fica fragmentado entre várias pessoas, e quando várias executam tarefas muito específicas, vai ficar meio difícil escolher alguém para liderar, afinal, qualquer um que seja escolhido, entenderá apenas de suas áreas. Resumindo: Será o completo fim dos "faz-tudo"'s das humanas (que, em certos casos, sabiam até um tanto de exatas). E, em contrapartida, surgirão apenas operadores do dia-a-dia, incumbidos da heróica (Me recuso a adotar o novo acordo) tarefa de desempenhar suas funções.
E os "faz tudo"'s restantes estarão por trás disso, pensando no suposto bem e uniformidade humana, assim podem deixar que o serviço de "zumbização" continue.
O problemas é justamente que, se isso é feito sem liderança, como cada especialista vai saber onde ele é necessário?
A objetividade também se aplica aos pensamentos rápidos, tais como "vamos beber uma cerveja?". Alias, os pensamentos do dia-a-dia são objetivos. Ok, todos nós sabemos que ninguém vai colocar Aristóteles ou Platão no meio disso, pois, como sabemos, quem tem casa/apartamento precisa constantemente pagar as despesas e comprar comida, e, certas vezes, verificar as contas.
Todas essas tarefas não são complexas, mas se tornam com a nossa péssima educação.
E o aftermath é o mesmo: Continuaremos burros e objetivos, e... Mesmo sendo corporativistas, sempre, alguma hora, vamos perceber que só se vence a zumbização com estúdio. Ao ver isso, já é tarde.
Boa noite,
Att.,
Tadeu
22 de Janeiro de 2011
São Paulo, Capital
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Tempo limite
Do alto da Ponte Eusébio... Do nascer do sol até o cair da noite. O vento tênue varre a poeira de forma precária de cada um dos ônibus e carros parados em uma tétrica seqüência, que combina irracionalidade com a falta de perspectiva de algo melhor. E então, o último raio de luz bate, deixando lugar à Lua, que teima em aparecer antes que nossa grande estrela incandescente se esconda de nossos horizontes para iluminar o dia e outros cidadãos.
O dia termina, deixando pessoas em suas casas, para alimentar um ciclo interminável, lutando contra o abafado sono, e quase amordaçado pela rotina diária. Nesse meio, em que o corporativismo impera e que prevalece o Q.I. (Quem indica), não há nada a ser feito, que não seja observar o lento passar das horas através de um sujo visor, que, há horas, o acompanha, sob suor e partículas suspensas. Tão suspensas, que certamente poderiam suspender a qualquer pessoa de sua rotina, tendo que tomar remédios para conseguir ao menos respirar.
E da janela de um ônibus, que pode ser, com justiça, de caminhão de gado. Na nossa mania de ser Livestock, está um conformismo brasileiro. E enquanto isso imperar, as partículas em suspensão vão continuar congestionando nossas vias aéreas, já emparedadas de dióxido de carbono. E mais um dia começa como terminou. Dentro da caixa de papelão sobre pneus, compactado feito fardo de algodão prestes a ser carregado em um trem.
Att.,
T. R. P.
O dia termina, deixando pessoas em suas casas, para alimentar um ciclo interminável, lutando contra o abafado sono, e quase amordaçado pela rotina diária. Nesse meio, em que o corporativismo impera e que prevalece o Q.I. (Quem indica), não há nada a ser feito, que não seja observar o lento passar das horas através de um sujo visor, que, há horas, o acompanha, sob suor e partículas suspensas. Tão suspensas, que certamente poderiam suspender a qualquer pessoa de sua rotina, tendo que tomar remédios para conseguir ao menos respirar.
E da janela de um ônibus, que pode ser, com justiça, de caminhão de gado. Na nossa mania de ser Livestock, está um conformismo brasileiro. E enquanto isso imperar, as partículas em suspensão vão continuar congestionando nossas vias aéreas, já emparedadas de dióxido de carbono. E mais um dia começa como terminou. Dentro da caixa de papelão sobre pneus, compactado feito fardo de algodão prestes a ser carregado em um trem.
Att.,
T. R. P.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Patrulha da madrugada
É, parece que não tem horário melhor para escrever. De dia não dá... É muita agitação, muita gente proferindo milhares de palavras de comando na minha orelha. Afinal, todo o "moleque" deve "fazer alguma coisa". Daí, se demorar...
- Ô, moleque, não ajuda em nada mesmo.
Não respondo, volto, abro um jogo, e fico dando golpes de lança no meu tempo, enquanto eu deveria estar lendo. Mas o fato é que não estou muito afim de fazer isso durante o dia... Tudo bem, tenho um amigo meu que tá em situação pior, em relação à paz no recinto. Mas, de dia, não faço nada que demande muita importância só pra mim.
Dessa forma, me tranco no meu quarto... 5h da madrugada. Hora de dizer algo, mas o quê? Nada. Muitos lêem o blog do raiozinho, mesmo que esporadicamente. Alguns vieram para ler e xingar muito no Twitter, outros vieram só para ler, outros vieram para olhar. Gostaria de agradecer à essas pessoas por fazer meu "trabalho" valer à pena.
Em algumas vezes, inclusive, as pessoas tem conselhos úteis. Nunca podemos deixar de prestigiar o trabalho da crítica.
Mas desse nada, citado no parágrafo anterior, saem textos como esse. De vez em quando eu gosto de mandar um sinal de vida para quem lê o blog, e faço questão de que ele seja minimamente bem escrito, porque eu sei que eu não falo com macacos. Ou seja, é isso, no final das contas, que eu eu venho fazer aqui às 5h.
O sinal de fumaça está dado... Preciso mandar um mensageiro ou posso finalmente dormir? Ok, já que o Blogger não responderá isso por mim, eu vou escolher a opção mais óbvia. Dormir.
Att., T. R. P.
- Ô, moleque, não ajuda em nada mesmo.
Não respondo, volto, abro um jogo, e fico dando golpes de lança no meu tempo, enquanto eu deveria estar lendo. Mas o fato é que não estou muito afim de fazer isso durante o dia... Tudo bem, tenho um amigo meu que tá em situação pior, em relação à paz no recinto. Mas, de dia, não faço nada que demande muita importância só pra mim.
Dessa forma, me tranco no meu quarto... 5h da madrugada. Hora de dizer algo, mas o quê? Nada. Muitos lêem o blog do raiozinho, mesmo que esporadicamente. Alguns vieram para ler e xingar muito no Twitter, outros vieram só para ler, outros vieram para olhar. Gostaria de agradecer à essas pessoas por fazer meu "trabalho" valer à pena.
Em algumas vezes, inclusive, as pessoas tem conselhos úteis. Nunca podemos deixar de prestigiar o trabalho da crítica.
Mas desse nada, citado no parágrafo anterior, saem textos como esse. De vez em quando eu gosto de mandar um sinal de vida para quem lê o blog, e faço questão de que ele seja minimamente bem escrito, porque eu sei que eu não falo com macacos. Ou seja, é isso, no final das contas, que eu eu venho fazer aqui às 5h.
O sinal de fumaça está dado... Preciso mandar um mensageiro ou posso finalmente dormir? Ok, já que o Blogger não responderá isso por mim, eu vou escolher a opção mais óbvia. Dormir.
Att., T. R. P.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Texto mal formulado
Aqui está mais um texto, passado diretamente no editor de Blogger, nem tive o cuidado de passa-lo no meu antiquado Word 6. Confesso que não tive paciência para escrever nada até que eu ficasse no meu quartinho, ouvindo música e tendo idéias à partir de minhas conversas via Messenger.
Um leitor reclamou do meu pouco volume de artigos. De fato, reconheço, posto pouco. Porém, já falei de quase tudo que me incomodava, tanto diretamente, quanto indiretamente. Se eu delinear mais algo aqui, tenho quase impressão de que será um texto redundante (Este provavelmente será, também), mas, para diferenciar um pouco, vou comunicar algo um pouco diferente do meu radicalismo usual:
Estou no mundo do "intelectual" Datena. Acho que é difícil de se ter uma dimensão em o quanto isso me deprime. Mas estou aqui, vivendo minha vida, indo para um colégio novo. Queria começar de modo diferente, e mandar um abraço, abraço antecipado... para os alunos do Guaracy Silveira. Não quero conflitos, não quero confusões, lutas por nacos. Quero apenas pensar. Pensar. Escrever. Eu quero ser uma antena de minha civilização.
Hoje não há muito espaço para isso, mas estou disposto a apostar minhas fichas nisso, e não mais em rusguinhas de colégio, e entrar nesse ano sem ressentimentos passados, e sem previsões de problemas futuros.
P.S. para um amigo meu: Amar e ser amado é a melhor coisa do mundo, talvez, mas não deixe que isso leve sua consciência, pois o mundo não consiste só nisso, como você mesmo deve saber, e de qualquer forma. Sorte, força!
Obrigado.
Att,
T. R. P.
Um leitor reclamou do meu pouco volume de artigos. De fato, reconheço, posto pouco. Porém, já falei de quase tudo que me incomodava, tanto diretamente, quanto indiretamente. Se eu delinear mais algo aqui, tenho quase impressão de que será um texto redundante (Este provavelmente será, também), mas, para diferenciar um pouco, vou comunicar algo um pouco diferente do meu radicalismo usual:
Estou no mundo do "intelectual" Datena. Acho que é difícil de se ter uma dimensão em o quanto isso me deprime. Mas estou aqui, vivendo minha vida, indo para um colégio novo. Queria começar de modo diferente, e mandar um abraço, abraço antecipado... para os alunos do Guaracy Silveira. Não quero conflitos, não quero confusões, lutas por nacos. Quero apenas pensar. Pensar. Escrever. Eu quero ser uma antena de minha civilização.
Hoje não há muito espaço para isso, mas estou disposto a apostar minhas fichas nisso, e não mais em rusguinhas de colégio, e entrar nesse ano sem ressentimentos passados, e sem previsões de problemas futuros.
P.S. para um amigo meu: Amar e ser amado é a melhor coisa do mundo, talvez, mas não deixe que isso leve sua consciência, pois o mundo não consiste só nisso, como você mesmo deve saber, e de qualquer forma. Sorte, força!
Obrigado.
Att,
T. R. P.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Retrospectiva rápida de 2010, 2011 & Cidade
Olá, leitores.
Realmente, como podem constatar, faz muito tempo que não escrevo aqui. Ninguém deu pela falta, também... Já faz duas semanas que o nosso ilustre 2011 chegou, trazendo poucas novidades em relação à 2010, tirando o novo Belzebú de Saias e sua equipe de malfeitores, que veio substituir a equipe de malfeitores anterior. Meus amigos "não-politizados" perguntam "E daí? Ela não pode fazer um bom trabalho? " ou então dizem que não querem discutir isso, mandando logo um emoticon ":S" no final, indicando um profundo incômodo. Visto isso, não vou longe em falar de política, não vale mais à pena.
Sobre 2010, posso dizer que foi um ano bastante conturbado. Foi o ano em que tive que arcar com diversar escolhas que fiz. Foi, sem a menor sombra de dúvida, o ano que mais me ensinou coisas. Quando coloco-me para pensar nos erros, uma luz vem, da janela, em que, outrora, estivera escuro. Envergonho-me de muitas coisas escritas aqui, pintadas com uma veemência, com uma raiva, sem precentes, e que, no final das contas, resultou em um grande, como dizem na internet, FAIL.
Pois se existe algo que se aprende rápido quando se é jovem, é que não é possível mudar as pessoas, mas elas mudam mesmo assim, expostas à radiação de um sol, o sol do mundo delas, o pequeno sol que apenas elas vêem. Entendendo isso, chega-se à conclusão de que este blog representou o quartel do exército de um homem só. O homem que olhou, à luz do luar, e do quente sol do meio dia, indescências de pessoas que apenas pensam em seu pequeno existir, o que lhes satisfaz completamente.
Não me extendo, já publiquei uma carta pública pedindo desculpas. Me sugeriram estilos de texto, me sugeriram técnicas. Não me comprometo, entretando, a segui-las. Cada um tem seu jeito de escrever. Assim como um escritor do romantismo difere de um do arcadismo, o mesmo se aplica aos blogs, guardadas as devidas proporções. Por exemplo: Meu estilo, sentimentalista, humanista, não combina com o estilo despreocupado e atirado do blog "Ato ou Efeito" e nem com o jeito humorista e interneteiro do "Nãointendo"(SIC).
2010 passou assim, do ponto de vista desse blog. 2011, vai ser pior. Vai ser um vazio na comunicação. Escrever em público implica responsabilidades, entre as quais arcar com comentários e ataques de pessoas que não concordam, sendo assim, à partir de agora, vou ser tão arroz e feijão quanto a minha "flexibilidade ideológica" permitir. Pois é bem verdade que todos odeiam o Sarney, mas, como sabemos, as pessoas criticam a figura, e não o problema que está por trás dela (No caso do Sarney, coronelismo). Hoje as pessoas não vão além, e quem vai tem que se equiparar à quem não vai. Essa tendência não mudará nos próximos tempos. E, à medida que ela não mude, espere menos textos aqui.
Quanto à cidade, digo que fico um tanto triste com o jeito que ela é tratada hoje. A imagem que aparece inicialmente é daquela capital com orgulhosos habitantes. Mas o que se revela, na verdade, aos nossos olhos, é uma capital de terceiro mundo, desolada, revestida de concreto, cortada por rios poluídos, crivada de favelas em seus limites de urbanização (Não, Heliópolis não é urbanizada, chama-se, necessariamente, favela), milhares de carros soltando muito óleo, o qual respiramos junto ao "ar nosso de cada dia".
O que fizeram com o centro? O que fizeram? Embora a Paulista ainda faça parte do coração da Cidade, gostaria muito de ver o Centro da Cidade como área comercial. A especulação imobiliária cuidou para que isso não fosse possível por muito tempo. Visando vender mais e mais, montaram áreas fantasmas, lotaram de prédios. Algumas deram certo, como a Paulista, outras deram errado, como a Berrini. O problema do Centro é que as novas empresas se dirigiram para áreas de alta especulação, e o Centro estava sendo deixado pelas firmas naquele momento. Todas as atenções estavam direcionadas para os novos locais, com prédios modernos, infraestrutura de última geração, etc... (Embora, na Paulista, o Metrô só tivesse chegado em 91), e nesse meio tempo o Centro foi ficando abandonado.
Tudo bem, talvez esta teoria esteja meio falha, mas um fato é que essa deterioração se deve, também, ao pouco sentimento das pessoas que moram em São Paulo. Aqui é um centro econômico, portanto as pessoas daqui só trabalham para fazem sua vida, comprando seu carro e seu celular, não lhes importa que o Centro seja bonito, quando passam lá, não observam os grandiosos prédios do século passado, não comtemplam mais os prédios oficiais de um tempo em que a arquitetura importava, não, passam lá só para se dirigirem à Santa Efigênia, ou à outros locais. Até entendo que visitar o centro não seja exatamente um grande programa, mas quando for para fazer algo específico, preste atenção na beleza dos edifícios, que mostram o despontar de uma máquina econômica (Embora tenha acelerado pouco, desde aquela época até hoje).
Enfim, é isto. O meu texto deve estar horrivelmente ruim, pois faz tempo que não escrevo, peço desculpas, caso vocês achem isso.
E mais um recado final:
A próxima coisa que devo fazer, é esquecer do computador, ler "Os Lusíadas" (que já comecei a ler) e andar por aí, fotografando a cidade e o bairro, caçando lascas de um passado que não conheci, infelizmente. Talvez, nesse tempo, não houvesse voz para todos, nem para quem vos escreve, mas isso não faria falta, haveriam pessoas confiáveis cuidando do bem geral. Os anarquistas de plantão chamar-me-ão de ingênuo, mas isso é pontinha de uma sociedade que, embora não perfeita, funcionara muito bem.
Abraços,
Pedro Pinheiro
Realmente, como podem constatar, faz muito tempo que não escrevo aqui. Ninguém deu pela falta, também... Já faz duas semanas que o nosso ilustre 2011 chegou, trazendo poucas novidades em relação à 2010, tirando o novo Belzebú de Saias e sua equipe de malfeitores, que veio substituir a equipe de malfeitores anterior. Meus amigos "não-politizados" perguntam "E daí? Ela não pode fazer um bom trabalho? " ou então dizem que não querem discutir isso, mandando logo um emoticon ":S" no final, indicando um profundo incômodo. Visto isso, não vou longe em falar de política, não vale mais à pena.
Sobre 2010, posso dizer que foi um ano bastante conturbado. Foi o ano em que tive que arcar com diversar escolhas que fiz. Foi, sem a menor sombra de dúvida, o ano que mais me ensinou coisas. Quando coloco-me para pensar nos erros, uma luz vem, da janela, em que, outrora, estivera escuro. Envergonho-me de muitas coisas escritas aqui, pintadas com uma veemência, com uma raiva, sem precentes, e que, no final das contas, resultou em um grande, como dizem na internet, FAIL.
Pois se existe algo que se aprende rápido quando se é jovem, é que não é possível mudar as pessoas, mas elas mudam mesmo assim, expostas à radiação de um sol, o sol do mundo delas, o pequeno sol que apenas elas vêem. Entendendo isso, chega-se à conclusão de que este blog representou o quartel do exército de um homem só. O homem que olhou, à luz do luar, e do quente sol do meio dia, indescências de pessoas que apenas pensam em seu pequeno existir, o que lhes satisfaz completamente.
Não me extendo, já publiquei uma carta pública pedindo desculpas. Me sugeriram estilos de texto, me sugeriram técnicas. Não me comprometo, entretando, a segui-las. Cada um tem seu jeito de escrever. Assim como um escritor do romantismo difere de um do arcadismo, o mesmo se aplica aos blogs, guardadas as devidas proporções. Por exemplo: Meu estilo, sentimentalista, humanista, não combina com o estilo despreocupado e atirado do blog "Ato ou Efeito" e nem com o jeito humorista e interneteiro do "Nãointendo"(SIC).
2010 passou assim, do ponto de vista desse blog. 2011, vai ser pior. Vai ser um vazio na comunicação. Escrever em público implica responsabilidades, entre as quais arcar com comentários e ataques de pessoas que não concordam, sendo assim, à partir de agora, vou ser tão arroz e feijão quanto a minha "flexibilidade ideológica" permitir. Pois é bem verdade que todos odeiam o Sarney, mas, como sabemos, as pessoas criticam a figura, e não o problema que está por trás dela (No caso do Sarney, coronelismo). Hoje as pessoas não vão além, e quem vai tem que se equiparar à quem não vai. Essa tendência não mudará nos próximos tempos. E, à medida que ela não mude, espere menos textos aqui.
Quanto à cidade, digo que fico um tanto triste com o jeito que ela é tratada hoje. A imagem que aparece inicialmente é daquela capital com orgulhosos habitantes. Mas o que se revela, na verdade, aos nossos olhos, é uma capital de terceiro mundo, desolada, revestida de concreto, cortada por rios poluídos, crivada de favelas em seus limites de urbanização (Não, Heliópolis não é urbanizada, chama-se, necessariamente, favela), milhares de carros soltando muito óleo, o qual respiramos junto ao "ar nosso de cada dia".
O que fizeram com o centro? O que fizeram? Embora a Paulista ainda faça parte do coração da Cidade, gostaria muito de ver o Centro da Cidade como área comercial. A especulação imobiliária cuidou para que isso não fosse possível por muito tempo. Visando vender mais e mais, montaram áreas fantasmas, lotaram de prédios. Algumas deram certo, como a Paulista, outras deram errado, como a Berrini. O problema do Centro é que as novas empresas se dirigiram para áreas de alta especulação, e o Centro estava sendo deixado pelas firmas naquele momento. Todas as atenções estavam direcionadas para os novos locais, com prédios modernos, infraestrutura de última geração, etc... (Embora, na Paulista, o Metrô só tivesse chegado em 91), e nesse meio tempo o Centro foi ficando abandonado.
Tudo bem, talvez esta teoria esteja meio falha, mas um fato é que essa deterioração se deve, também, ao pouco sentimento das pessoas que moram em São Paulo. Aqui é um centro econômico, portanto as pessoas daqui só trabalham para fazem sua vida, comprando seu carro e seu celular, não lhes importa que o Centro seja bonito, quando passam lá, não observam os grandiosos prédios do século passado, não comtemplam mais os prédios oficiais de um tempo em que a arquitetura importava, não, passam lá só para se dirigirem à Santa Efigênia, ou à outros locais. Até entendo que visitar o centro não seja exatamente um grande programa, mas quando for para fazer algo específico, preste atenção na beleza dos edifícios, que mostram o despontar de uma máquina econômica (Embora tenha acelerado pouco, desde aquela época até hoje).
Enfim, é isto. O meu texto deve estar horrivelmente ruim, pois faz tempo que não escrevo, peço desculpas, caso vocês achem isso.
E mais um recado final:
A próxima coisa que devo fazer, é esquecer do computador, ler "Os Lusíadas" (que já comecei a ler) e andar por aí, fotografando a cidade e o bairro, caçando lascas de um passado que não conheci, infelizmente. Talvez, nesse tempo, não houvesse voz para todos, nem para quem vos escreve, mas isso não faria falta, haveriam pessoas confiáveis cuidando do bem geral. Os anarquistas de plantão chamar-me-ão de ingênuo, mas isso é pontinha de uma sociedade que, embora não perfeita, funcionara muito bem.
Abraços,
Pedro Pinheiro
domingo, 28 de novembro de 2010
Treino para Conto - I
Cerveja, muita cerveja. Já parecia suco de laranja naquela altura do campeonato. Mal via um palmo à sua frente, mas mesmo assim levantou-se. Foi ao balcão e pediu uma cerveja, mas falou que não queria suco de laranja. Todos sabiam a causa, um cheiro, que não era estranho à nenhum herbanário, se fazia sentir. O bar estava cheio, mas as duas mesas vizinhas estavam vazias.
Levantou-se, pagou com uma nota de Cem uma conta de 80. Chegou à sua casa do mesmo estado em que se levantara da cadeira. Os pais não estavam em casa, enquanto sentava em seu quarto, apenas olhava em volta, como se os objetos se movimentassem. Lhe era estranho, lhe era agoniante, mas ao mesmo tempo fantástico, e insuficiente. Precisava de mais, mas não podia mais, seus membros pareciam não atender aos movimentos.
Seus pais chegam, o chamam para a janta. Em um trocar de palavras rápido, dá tempo de se apossar de um pedaço de torta e se sitiar no quarto novamente. Dorme, dorme muito. Ao acordar, está lúcido o suficiente para lembra que tem que dirigir à algum lugar, engole bolachas, se joga no carro da mãe e sai na frente do colégio. Já não é mais o mesmo, nesta terra ganha poderes especiais, mas nem se lembra como conseguiu isso.
Era trágico. Não conseguia se dissociar seu emocional, social e físico, não conseguia se isolar. Era um só, muito sociável, é verdade, porém apenas queria ter sua vida, ouvir sua música, ter sua mulher. Não tinha isso antes, e teve tudo depois. Abriu sua mente por métodos muito mais naturais do que os neorônios poderiam oferecer.
Em ser sociável tentava encontrar o sentido de sua vida. Isso lhe segura, lhe conforta. Mas ao final das contas, nem lembrava que havia um colégio, família e pessoas, lembrava só de algumas pessoas muito próximas.
Afinal de contas, talvez nem tudo isso fosse ligado dessa forma, mas estava tudo tão mesclado, que agora seria até o fim. Tudo isso foi pensado, estava sendo pensado, neste momento, em uma cama hospitalar. AIDS no estado terminal.
--
A força da mente é a mais importante de nossas forças.
Levantou-se, pagou com uma nota de Cem uma conta de 80. Chegou à sua casa do mesmo estado em que se levantara da cadeira. Os pais não estavam em casa, enquanto sentava em seu quarto, apenas olhava em volta, como se os objetos se movimentassem. Lhe era estranho, lhe era agoniante, mas ao mesmo tempo fantástico, e insuficiente. Precisava de mais, mas não podia mais, seus membros pareciam não atender aos movimentos.
Seus pais chegam, o chamam para a janta. Em um trocar de palavras rápido, dá tempo de se apossar de um pedaço de torta e se sitiar no quarto novamente. Dorme, dorme muito. Ao acordar, está lúcido o suficiente para lembra que tem que dirigir à algum lugar, engole bolachas, se joga no carro da mãe e sai na frente do colégio. Já não é mais o mesmo, nesta terra ganha poderes especiais, mas nem se lembra como conseguiu isso.
Era trágico. Não conseguia se dissociar seu emocional, social e físico, não conseguia se isolar. Era um só, muito sociável, é verdade, porém apenas queria ter sua vida, ouvir sua música, ter sua mulher. Não tinha isso antes, e teve tudo depois. Abriu sua mente por métodos muito mais naturais do que os neorônios poderiam oferecer.
Em ser sociável tentava encontrar o sentido de sua vida. Isso lhe segura, lhe conforta. Mas ao final das contas, nem lembrava que havia um colégio, família e pessoas, lembrava só de algumas pessoas muito próximas.
Afinal de contas, talvez nem tudo isso fosse ligado dessa forma, mas estava tudo tão mesclado, que agora seria até o fim. Tudo isso foi pensado, estava sendo pensado, neste momento, em uma cama hospitalar. AIDS no estado terminal.
--
A força da mente é a mais importante de nossas forças.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Redenção
Este blog foi durante algum tempo um constante alvo de ataques e contra-ataques. Foi depósito de depressões mal escritas, travestidas de bem escritas. Ofensas reitóricas, porém sem fundamento. Feri pessoas que não tinham nada a ver com o problema, muitas vezes. Citei nomes quase que claramente. Poderia fazer uma lista de itens aqui. Poderia escrever o nome de cada um. Infelizmente não posso fazer isso.
Apenas digo que não apagarei os textos antigos, mas deixo claro que me arrependo deles.
Levanto a bandeira branca a todos.
Imagine - John Lennon
Obrigado.
Att., Pedro
Apenas digo que não apagarei os textos antigos, mas deixo claro que me arrependo deles.
Levanto a bandeira branca a todos.
Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine - John Lennon
Obrigado.
Att., Pedro
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
De tudo um nada, do pouco, um relato despreocupado
Amanheça e olhe para o relógio do seu despertador. Pense imediatamente que mais um dia não mata. Não custará suportar um pouco mais o que já acontece. Já fui preocupado com muitas coisas. Mudo agora. Minha política passa a ser a política do “foda-se”. O único jeito de sobreviver na ausência de luz é usando uma lanterna e não vociferando para que a luz volte.
Sobrevive-se nesses tempos sim! Cabeça para cima, corpo para frente, lanterna na mão, rifle da frieza na outra. Te chamaram de otário, escroto, gordo? Foda-se, o que vem dos níveis inferiores jamais pode influir em sua mente. Acredito nisso, e mais do que nunca à partir de hoje, o melhor método de lidar com ignorância é ignorar a ignorância. Você fala que sou burro, inseguro. Posso ser, mas você é um nada, fala isso por não ter mais no que reparar.
Falta do que fazer, problema sério. Porém vai um foda-se para isso também. Saiba com todas as letras: se quer ser idiota, a opção é sua. Colherás o fruto do que plantou hoje em outros dias.
Preocupo-me em quem se preocupa comigo, amo quem me ama, gosto de quem me gosta. Não estou mais nem aí para quem tenta me acertar com pequenas brincadeiras.
Bem-vindos ao novo mundo (:
Todos os inconformados, se unam à causa, e mostrem todo o seu “foda-se” diante de quem constantemente se recusa a entender.
\o/
T. R. P.
Sobrevive-se nesses tempos sim! Cabeça para cima, corpo para frente, lanterna na mão, rifle da frieza na outra. Te chamaram de otário, escroto, gordo? Foda-se, o que vem dos níveis inferiores jamais pode influir em sua mente. Acredito nisso, e mais do que nunca à partir de hoje, o melhor método de lidar com ignorância é ignorar a ignorância. Você fala que sou burro, inseguro. Posso ser, mas você é um nada, fala isso por não ter mais no que reparar.
Falta do que fazer, problema sério. Porém vai um foda-se para isso também. Saiba com todas as letras: se quer ser idiota, a opção é sua. Colherás o fruto do que plantou hoje em outros dias.
Preocupo-me em quem se preocupa comigo, amo quem me ama, gosto de quem me gosta. Não estou mais nem aí para quem tenta me acertar com pequenas brincadeiras.
Bem-vindos ao novo mundo (:
Todos os inconformados, se unam à causa, e mostrem todo o seu “foda-se” diante de quem constantemente se recusa a entender.
\o/
T. R. P.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Já sei, já sei...
... vocês querem posts novos.
Infelizmente estou sem paciência para escrever algo de novo neste momento devido à falta de assunto mesmo. Para evitar looping, vou escrever primeiro offline, depois posto aqui o parecer mais "interessante". Peço desculpas pela falta de posts (Aos que costumam acompanhar de verdade).
Ah, e vou enviar o meu "projeto de blog" para um arquiteto, minha mãe é arquiteta. Quem sabe não seja aprovado e deixe de ser só um projeto. 8D (Awesome Face).
Att.,
T. R. P.
Infelizmente estou sem paciência para escrever algo de novo neste momento devido à falta de assunto mesmo. Para evitar looping, vou escrever primeiro offline, depois posto aqui o parecer mais "interessante". Peço desculpas pela falta de posts (Aos que costumam acompanhar de verdade).
Ah, e vou enviar o meu "projeto de blog" para um arquiteto, minha mãe é arquiteta. Quem sabe não seja aprovado e deixe de ser só um projeto. 8D (Awesome Face).
Att.,
T. R. P.
domingo, 12 de setembro de 2010
Blog do raiozinho: Um tanto quanto um depósito de depressões: Das funções de um blog.
Vlog, Blog, Slog, Alog, Podcast, que seja. A idéia básica de um blog é postar artigos. Um weblog pode ter vários propósitos, pode se prestar a finalidade de diário público ou crítica ao governo. Você escolhe (Se você estiver criando um blog, claro). A maioria das pessoas escreve sobre suas existências vazias (assim como eu faço), embora muitas dessas pessoas achem realmente legal escrever sobre a existência vazia. Tá, admito, eu acho. Mas isso é apenas porque o vazio da sociedade não dá pauta para temas importantes.
De qualquer forma todos criticam este blog apenas porque é um "Depósito de depressões". Oras, se eu só reclamo do mundo, é porque ele não tá bom. É impossível que alguém ache que está tudo certo. Se está achando, saiba: Mundo é muito mais do que você entende por mundo.
By the way, se você não gosta de textos depressivos, leia, mas não encha a paciência, ou simplesmente não leia. Ah, não adianta comentar no colégio o que escrevo aqui. Minha face de observador/escritor é destacada da face de "Aluno". Mesmo que eu esteja escrevendo um texto, serão dois modos alternados ao mesmo tempo (Alternância que diga-se de passagem não funciona bem, porque se perco a linha com idiotices alheias, demoro a retornar ao estado de consciência que utilizei para escrever o texto).
Mas tudo bem, não tenho mais forças para criticar tanta asneira. Meus textos políticos são taxados geralmente de "babacas". Meus textos criticando a classe média do CPU são classificados de "depressivos"... Os pessoais... Idem. Penso mesmo em encerrar este local, certas vezes, afinal é muito lixo de feedback. Não, os comentários eu geralmente gosto. Tirando poucos comentários idiotas, do tipo "Ô, Pedrão, assim não meu", do leitor "Alberto Alvis Corrêa" (Vulgo Pedro Lima Santos), costumo receber bons feedbacks, nesse aspecto agradeço a Patrícia, do "Odds & Ends" (Endereço nos recomendados, ao lado -->) e o Daniel Dutra, que nem tem comentado muito por aqui ultimamente, mesmo assim o endereço do blog dele se encontra ao lado, também (Embora os textos dele sejam na mesmo estilo desse, entrem e leiam também, é interessante).
Entretanto afirmo: Vou continuar escrevendo. Agradecimentos à quem me apoia!
Abraços,
Pedro T. R. P.
De qualquer forma todos criticam este blog apenas porque é um "Depósito de depressões". Oras, se eu só reclamo do mundo, é porque ele não tá bom. É impossível que alguém ache que está tudo certo. Se está achando, saiba: Mundo é muito mais do que você entende por mundo.
By the way, se você não gosta de textos depressivos, leia, mas não encha a paciência, ou simplesmente não leia. Ah, não adianta comentar no colégio o que escrevo aqui. Minha face de observador/escritor é destacada da face de "Aluno". Mesmo que eu esteja escrevendo um texto, serão dois modos alternados ao mesmo tempo (Alternância que diga-se de passagem não funciona bem, porque se perco a linha com idiotices alheias, demoro a retornar ao estado de consciência que utilizei para escrever o texto).
Mas tudo bem, não tenho mais forças para criticar tanta asneira. Meus textos políticos são taxados geralmente de "babacas". Meus textos criticando a classe média do CPU são classificados de "depressivos"... Os pessoais... Idem. Penso mesmo em encerrar este local, certas vezes, afinal é muito lixo de feedback. Não, os comentários eu geralmente gosto. Tirando poucos comentários idiotas, do tipo "Ô, Pedrão, assim não meu", do leitor "Alberto Alvis Corrêa" (Vulgo Pedro Lima Santos), costumo receber bons feedbacks, nesse aspecto agradeço a Patrícia, do "Odds & Ends" (Endereço nos recomendados, ao lado -->) e o Daniel Dutra, que nem tem comentado muito por aqui ultimamente, mesmo assim o endereço do blog dele se encontra ao lado, também (Embora os textos dele sejam na mesmo estilo desse, entrem e leiam também, é interessante).
Entretanto afirmo: Vou continuar escrevendo. Agradecimentos à quem me apoia!
Abraços,
Pedro T. R. P.
A good day
Acordei muito bem, eram 10 da manhã em ponto. Tomei café, e comi apenas um pão francês. Em saí para ir ao mercado, e no meio do caminho troquei uma abraço com a menina que eu amo, que bela coincidência. Depois, sem esperar muito, consegui usar muito bem o meu computador. Ele está rápido que nem um avião. Depois comecei a fazer meus trabalhos, fiz tudo em 15 minutos, era volumoso, mas a preguiça era inexistente, e era fácil de fazer.
Na Janta teve peixe, depois fui treinar os acordes na minha Gibson SG com amplificador Marshall Pré-Valvulado, e em duas horas treinei todos, tomei banho. E já estava pensando em treina-los de novo no dia seguinte. Não tive decepções, não tive problemas. Ainda fui na casa de uma amiga e a gente conversou muito bem. Recebi 3 mensagens legais no celular.
E a mina que eu gosto queria ficar comigo.
Bom, né? Seria, se fosse verdade. Forever Alone.
Att.,
T. R. P.
Na Janta teve peixe, depois fui treinar os acordes na minha Gibson SG com amplificador Marshall Pré-Valvulado, e em duas horas treinei todos, tomei banho. E já estava pensando em treina-los de novo no dia seguinte. Não tive decepções, não tive problemas. Ainda fui na casa de uma amiga e a gente conversou muito bem. Recebi 3 mensagens legais no celular.
E a mina que eu gosto queria ficar comigo.
Bom, né? Seria, se fosse verdade. Forever Alone.
Att.,
T. R. P.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Cindo dias para dar dorflex à alma
Escrevo às 11h20, ao som de "chop chop" a cachorra bebe água e não posso deixar de mais uma vez escrever um artigo, apenas para constatar minhas constantes falhas.
Tudo bem, tentei variar, mas é óbvio que eu cairia nisso novamente. Não lembro qual foi a última vez em que pensei nisso, não lembro porque penso nisso o tempo todo. E seria extremamente hipócrita negar. Ainda gosto de você, ainda te amo... O que é sem dúvida letal ao coração, uma vez que é o tipo de coisa que não dá em nada.
Ligo o som do quarto, ouço Ramones, AC/DC. É, o de sempre... Só para o tempo passar mais rápido. Na manhã seguinte, me arranco da cama, coloco o meu All Star, corro entre cozinha e banheiro em um rápido escovar de dentes apenas coloco a mochila no ombro e retomo meus passos já percorridos no dia anterior, sempre em direção de um prédio cinzento, opressivo, em meio a construções toscas e mal acabadas que ofuscam o ideal de estética. Quando volto a mim, já estou no quinto andar. Ao afundar na carteira retomo o meu pensamento em você... Faço um vôo pelas nuvens e rasantes nos campos abertos, mas ao mesmo tempo lindamente arborizados... O cenário perfeito, o sentimento perfeito, só falta você.
By the way, você está a poucos KM's da minha casa, estuda no mesmo colégio que eu, mas não vai ler isso provavelmente... E mesmo que leia, no effect. De qualquer forma mantenho a minha escrita: "Eu vou falar, tente não me ouvir, contra a sua vontade ainda estou aqui" (Sugar Kane - A Máquina Que Sonha Colorido).
Agora mais 5 dias para descansar do opressivo cenário de guerra que é o Porto União.
Digo isso porque é irritante conviver com as diferenças... Essas diferenças são o X da questão. Algumas divergencias são plenamente suportáveis, desde que as pessoas estejam no mesmo nível que você, para que pelo menos você possa estabelecer um diálogo. Não existe essa possibilidade...
Pelo menos vou ter a oportunidade de viajar de novo ao extremo da cidade e zoar um pouco para apagar da mente os cabeças de bagre com quem tenho que rachar espaço, o que é realmente um porre para um intelectual.
Att.,
T. R. P.
Tudo bem, tentei variar, mas é óbvio que eu cairia nisso novamente. Não lembro qual foi a última vez em que pensei nisso, não lembro porque penso nisso o tempo todo. E seria extremamente hipócrita negar. Ainda gosto de você, ainda te amo... O que é sem dúvida letal ao coração, uma vez que é o tipo de coisa que não dá em nada.
Ligo o som do quarto, ouço Ramones, AC/DC. É, o de sempre... Só para o tempo passar mais rápido. Na manhã seguinte, me arranco da cama, coloco o meu All Star, corro entre cozinha e banheiro em um rápido escovar de dentes apenas coloco a mochila no ombro e retomo meus passos já percorridos no dia anterior, sempre em direção de um prédio cinzento, opressivo, em meio a construções toscas e mal acabadas que ofuscam o ideal de estética. Quando volto a mim, já estou no quinto andar. Ao afundar na carteira retomo o meu pensamento em você... Faço um vôo pelas nuvens e rasantes nos campos abertos, mas ao mesmo tempo lindamente arborizados... O cenário perfeito, o sentimento perfeito, só falta você.
By the way, você está a poucos KM's da minha casa, estuda no mesmo colégio que eu, mas não vai ler isso provavelmente... E mesmo que leia, no effect. De qualquer forma mantenho a minha escrita: "Eu vou falar, tente não me ouvir, contra a sua vontade ainda estou aqui" (Sugar Kane - A Máquina Que Sonha Colorido).
Agora mais 5 dias para descansar do opressivo cenário de guerra que é o Porto União.
Digo isso porque é irritante conviver com as diferenças... Essas diferenças são o X da questão. Algumas divergencias são plenamente suportáveis, desde que as pessoas estejam no mesmo nível que você, para que pelo menos você possa estabelecer um diálogo. Não existe essa possibilidade...
Pelo menos vou ter a oportunidade de viajar de novo ao extremo da cidade e zoar um pouco para apagar da mente os cabeças de bagre com quem tenho que rachar espaço, o que é realmente um porre para um intelectual.
Att.,
T. R. P.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Sobre "cumprir tabela"
Está na moda nos colégios. Todo mundo só cumpre tabela (não me excluo disso). Ninguém está realmente interessado com o que faz na feira... E em certos casos (como o meu, por exemplo), nem tem como estar. Ás vezes por causa dos companheiros de grupo, ou por causa do tema que o professor escolheu e você não sabe nada, por isso irá se f* para pesquisar. Ou os dois, o que é péssimo, óbviamente.
O que se faz nessa situação? Faz de qualquer forma... Afinal alguma nota é melhor do que nenhuma nota. Porém fica aquela dúvida... Se só cumprimos tabela, não estaria por acaso perdido o propósito original da feira, que é incentivar a leitura? Sim, se perdeu. Então nesse caso chega-se a um veredicito: Mais uma coisa para só cumprir tabela? Então por que não vai fora?
Ah, mas o colégio precisa fazer seu "papel social". E muito mais que isso: Precisa justamente cumprir tabela (Até aí) mostrando serviço aos pais... We're a happy family, isn't it?
Mais um exemplo de visão de mundo limitada.
Agora a pergunta que fará algum leitor argumentativo (São pouquíssimos aqui) é que não se deveria acabar com a escola, já que tudo é questão de cumprir tabela? Respondo: Não... Absolutamente não. O que se deve fazer é restaurar o interesse dos alunos pelas coisas que aprendem. Isso é um processo lento, certamente... Mas para isso precisamos fazer cortes: Tirem feiras e trabalhos alternativos... Mostre primeiramente como as matérias possam ser "bonitas" (Embora nem a minha pessoa ache isso nessa altura do campeonato).
O resumo da ópera é: Professores fingem que ensinam, alunos fingem que estudam, professores e a alunos fingem que agradam os pais, e escola finge que faz seu papel social.
Cabe eu citar uma única frase: "I wanna be sedated"...
Att.,
T. R. P.
O que se faz nessa situação? Faz de qualquer forma... Afinal alguma nota é melhor do que nenhuma nota. Porém fica aquela dúvida... Se só cumprimos tabela, não estaria por acaso perdido o propósito original da feira, que é incentivar a leitura? Sim, se perdeu. Então nesse caso chega-se a um veredicito: Mais uma coisa para só cumprir tabela? Então por que não vai fora?
Ah, mas o colégio precisa fazer seu "papel social". E muito mais que isso: Precisa justamente cumprir tabela (Até aí) mostrando serviço aos pais... We're a happy family, isn't it?
Mais um exemplo de visão de mundo limitada.
Agora a pergunta que fará algum leitor argumentativo (São pouquíssimos aqui) é que não se deveria acabar com a escola, já que tudo é questão de cumprir tabela? Respondo: Não... Absolutamente não. O que se deve fazer é restaurar o interesse dos alunos pelas coisas que aprendem. Isso é um processo lento, certamente... Mas para isso precisamos fazer cortes: Tirem feiras e trabalhos alternativos... Mostre primeiramente como as matérias possam ser "bonitas" (Embora nem a minha pessoa ache isso nessa altura do campeonato).
O resumo da ópera é: Professores fingem que ensinam, alunos fingem que estudam, professores e a alunos fingem que agradam os pais, e escola finge que faz seu papel social.
Cabe eu citar uma única frase: "I wanna be sedated"...
Att.,
T. R. P.
domingo, 22 de agosto de 2010
23h30
30 minutos para o fim do dia... E pouco mais de 6 horas do nosso inexato tempo para o colégio. Blargh, não quero falar disso novamente. Haviam coisas a se fazer para manhã... Tarefas. Óbviamente fiquei sem fazer, afinal fui visitar tios lá na Vila Prudente... Voltei, e quando voltei já eram 6 da tarde. Querem mesmo que eu corra para fazer isso? Tá, eu tive tempo. Mas é muita coisa. I can't make it on time.
Agora, aproveito a onda... Assisto vlogs... E converso com cada vez menos contatos no MSN. A noite se afunila como que formando uma seta... Uma seta que indica a cama. 23h30 quer dizer isso. Pelo menos para mim.
Agora pense você o que é observar os absurdos do dia-a-dia e ter que achar tudo normal... Se você fosse um observador preocupado com o mundo, aturaria isso?
Att.,
T. R. P.
Agora, aproveito a onda... Assisto vlogs... E converso com cada vez menos contatos no MSN. A noite se afunila como que formando uma seta... Uma seta que indica a cama. 23h30 quer dizer isso. Pelo menos para mim.
Agora pense você o que é observar os absurdos do dia-a-dia e ter que achar tudo normal... Se você fosse um observador preocupado com o mundo, aturaria isso?
Att.,
T. R. P.
sábado, 21 de agosto de 2010
"Ah tá, haha"
Posto-me a frente das coisas e acredito que certas vezes essa possa ser mesmo uma resposta plausível a vários problemas que nos são relatados. Algo como dizer: "Ah, entendi agora... haha" (I Understand, but I don't care about this).
Mas pois é, não vou me extender na parte do significado. De qualquer forma algumas coisas no dia de hoje realmente "bugam" a minha perturbada mente. Primeiro é chegar na divisão do inferno (colégio) e ter que suportar o de sempre (Leia os posts mais antigos). E depois chegar no mercado e ter certeza de que já aniquilaram de vez o menor traço de cultura. Sim, algum desconto pela posição de trabalho do cara até podemos considerar... Mas o que você pensaria de alguém pedindo no balcão da padaria da seguinte forma:
- Me vê duzentAS gramas de mussarela, duzentAS gramas de mortANdela e dez pÃOs, por favor.
O que você pensaria? Fiquei horrorizado. Confesso que até o muito proliferado erro do "onde" me irrita, imagina essa atrocidade aí?
Voltei para casa... E ainda não voltei a estudar os exercícios da aula de violão (guitarra). Mesmo porque depois que voltei minha tia me fez ler uma reportagem sobre um cara da Globo que morou na Favela mesmo tendo dinheiro porque talvez fosse muito humilde... Ou porque houvessem vantagens por lá... Vai saber.
E assim as coisas vão me colocando fora dos trilhos... Pois como disse a Teté... Esses probres cheiram a coxinha... Pow, a maioria quer. Afinal hoje ser pobre ou pagar de pobre tá na moda... Isso você vê até no vestuário das pessoas: Bermuda, chinelão havaianas e camisa com estampa de surf, ou de vez em quando camisa da Ecko... Tudo bem, a marca não importa. Mas de qualquer forma ninguém deveria transformar roupa de praia ou de casa em roupa de sair ou ir trabalhar.
Eu uso bermuda... Sim... Muitos usam, não é ESSE o problema. Digo essas coisas porque sempre faço questão de colocar uma meia, tênis e uma jaqueta para ir até ao mercado. Não me misturo aos "manos".
Então isso me leva a concluir que realmente está muito fincada na nossa cultura essa questão do "pobretismo"... Vamos parar com isso... Quem é pobre não deve se conformar e se orgulhar, e quem tem dinheiro não precisa bancar o tosco, mesmo que seja só de brincadeira (como eu espero que seja em 100% das vezes, by the way...). Mas elejo um símbolo perfeito para o que estou falando: Regina Cazé. Chega, não precisamos de mais comunidades de pobre, já temos muitas.
Seguimos assim: Povo sem educação, pobres orgulhosos de serem "gente simples"... Onde vamos com isso?
"Mas sabe o que acontece?
RONALDO!" ¬¬'
Think about...
Att,
T. R. P.
Mas pois é, não vou me extender na parte do significado. De qualquer forma algumas coisas no dia de hoje realmente "bugam" a minha perturbada mente. Primeiro é chegar na divisão do inferno (colégio) e ter que suportar o de sempre (Leia os posts mais antigos). E depois chegar no mercado e ter certeza de que já aniquilaram de vez o menor traço de cultura. Sim, algum desconto pela posição de trabalho do cara até podemos considerar... Mas o que você pensaria de alguém pedindo no balcão da padaria da seguinte forma:
- Me vê duzentAS gramas de mussarela, duzentAS gramas de mortANdela e dez pÃOs, por favor.
O que você pensaria? Fiquei horrorizado. Confesso que até o muito proliferado erro do "onde" me irrita, imagina essa atrocidade aí?
Voltei para casa... E ainda não voltei a estudar os exercícios da aula de violão (guitarra). Mesmo porque depois que voltei minha tia me fez ler uma reportagem sobre um cara da Globo que morou na Favela mesmo tendo dinheiro porque talvez fosse muito humilde... Ou porque houvessem vantagens por lá... Vai saber.
E assim as coisas vão me colocando fora dos trilhos... Pois como disse a Teté... Esses probres cheiram a coxinha... Pow, a maioria quer. Afinal hoje ser pobre ou pagar de pobre tá na moda... Isso você vê até no vestuário das pessoas: Bermuda, chinelão havaianas e camisa com estampa de surf, ou de vez em quando camisa da Ecko... Tudo bem, a marca não importa. Mas de qualquer forma ninguém deveria transformar roupa de praia ou de casa em roupa de sair ou ir trabalhar.
Eu uso bermuda... Sim... Muitos usam, não é ESSE o problema. Digo essas coisas porque sempre faço questão de colocar uma meia, tênis e uma jaqueta para ir até ao mercado. Não me misturo aos "manos".
Então isso me leva a concluir que realmente está muito fincada na nossa cultura essa questão do "pobretismo"... Vamos parar com isso... Quem é pobre não deve se conformar e se orgulhar, e quem tem dinheiro não precisa bancar o tosco, mesmo que seja só de brincadeira (como eu espero que seja em 100% das vezes, by the way...). Mas elejo um símbolo perfeito para o que estou falando: Regina Cazé. Chega, não precisamos de mais comunidades de pobre, já temos muitas.
Seguimos assim: Povo sem educação, pobres orgulhosos de serem "gente simples"... Onde vamos com isso?
"Mas sabe o que acontece?
RONALDO!" ¬¬'
Think about...
Att,
T. R. P.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Postagem do desenterro - II Edição
Mais uma vez fiquei uma porrada de tempo sem escrever. Na verdade é falta do que dizer mesmo. Já me manifestei em relação à minha amada, bem como meu pai, assim como manifestei indignação quanto aos tipos estranhos à minha volta.
Não gosto de loops, por isso fiquei algum tempo sem escrever.
Mas uma coisa está muito clara para mim. Há algo de errado no CPU, ou em mim... Algumas vezes enquanto estive no colégio ouvi a CBN... Mas poucas mesmo, e só por isso todo mundo diz que ouço a "rádio do trânsito". Não tem graça. Para falar verdade é bem coisa de adolescente babaca.
Estranhamente não existe entre alunos do CPU a capacidade de fingir que o cara não existe. Não sou respeitado nem com quem eu ando, para ver onde as coisas chegaram. Até fico de pé atrás de escrever aqui, pois um dos leitores me disse que eu precisava postar no blog, porque ele queria ter com o que rir quando chegasse em casa. Ótimo, ria com este texto.
Coxinha... Ah, coxinha. Fui muito mancada com a Teté na primeira feira do ano, eu sei... Mas acredito que o que estejam fazendo agora seja pior. Tudo bem que ela tivesse um preconceito teóricamente idiota... Mas pelo menos ela assumiu, e em parte até concordo com ela. Mas isso passa dos limites, e tornaram a expressão utilizada por ela em clichê... Nenhum de nós escapou quanto à utilização dele, porém já digo de ante-mão, é coisa de idiota. Não me estranha que todos a tenham criticado, hoje estamos pobrescos mesmo... Incluindo em cultura.
Deixe estar, enquanto S4F e Carbona for mais importante que o que vier mais para frente, e se preocupar com sociedade for coisa de otário, quem vai pagar por isso são eles.

Fica a dica... Nós, que temos cérebro, faremos troll face para os sacos de ossos, e também para os sacos de músculo...
"By the way", por enquanto continuamos nossa estrada em direção ao fundo do poço, Com Dilma nos TT's, com Serra comedor nos TT's... Tá difícil. Mesmo com o povo que eu ando, não posso nem pontuar a fala com as mãos... Vira tudo piada. Oratória, reitórica... Ninguém estuda mais a arte de falar bem. Agora falar malandramente é o que conta.
Mas "eu nââsci com cabelo enroladinho, cheio da cachinho na cachola" (Ou sei lá como se escreve), mas todo mundo canta isso, então deve ser algo muito imporante.
Abraços a quem merece,
Att.,
T. R. P.
Não gosto de loops, por isso fiquei algum tempo sem escrever.
Mas uma coisa está muito clara para mim. Há algo de errado no CPU, ou em mim... Algumas vezes enquanto estive no colégio ouvi a CBN... Mas poucas mesmo, e só por isso todo mundo diz que ouço a "rádio do trânsito". Não tem graça. Para falar verdade é bem coisa de adolescente babaca.
Estranhamente não existe entre alunos do CPU a capacidade de fingir que o cara não existe. Não sou respeitado nem com quem eu ando, para ver onde as coisas chegaram. Até fico de pé atrás de escrever aqui, pois um dos leitores me disse que eu precisava postar no blog, porque ele queria ter com o que rir quando chegasse em casa. Ótimo, ria com este texto.
Coxinha... Ah, coxinha. Fui muito mancada com a Teté na primeira feira do ano, eu sei... Mas acredito que o que estejam fazendo agora seja pior. Tudo bem que ela tivesse um preconceito teóricamente idiota... Mas pelo menos ela assumiu, e em parte até concordo com ela. Mas isso passa dos limites, e tornaram a expressão utilizada por ela em clichê... Nenhum de nós escapou quanto à utilização dele, porém já digo de ante-mão, é coisa de idiota. Não me estranha que todos a tenham criticado, hoje estamos pobrescos mesmo... Incluindo em cultura.
Deixe estar, enquanto S4F e Carbona for mais importante que o que vier mais para frente, e se preocupar com sociedade for coisa de otário, quem vai pagar por isso são eles.
Fica a dica... Nós, que temos cérebro, faremos troll face para os sacos de ossos, e também para os sacos de músculo...
"By the way", por enquanto continuamos nossa estrada em direção ao fundo do poço, Com Dilma nos TT's, com Serra comedor nos TT's... Tá difícil. Mesmo com o povo que eu ando, não posso nem pontuar a fala com as mãos... Vira tudo piada. Oratória, reitórica... Ninguém estuda mais a arte de falar bem. Agora falar malandramente é o que conta.
Mas "eu nââsci com cabelo enroladinho, cheio da cachinho na cachola" (Ou sei lá como se escreve), mas todo mundo canta isso, então deve ser algo muito imporante.
Abraços a quem merece,
Att.,
T. R. P.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Dia dos pais
Estava pensando no que escrever agora pouco... Já que o @pereinert também escreveu sobre os dias dos pais, fica também a minha homenagem atrasada.
Domingo foi um dia simples, de macarrão a alho e oleo (Don't ask me why). Porém foi um dia comum aqui em casa, como qualquer domingo, e justamente por isso escreve hoje.
Hoje o mundo é um lugar hostil à pessoas que tem cérebro. Para se dar bem hoje em dia basta ser um desmiolado com a arte da oratória, e não é a oratória que se aprende no Trivium/Quadrivium, e sim a oratória do povão... A lábia que faz o povão ficar grudado no canal 13 a uma dada hora da tarde. 400 mil reais para interpretar um personagem que, embora original, não tem nada de especial.
Sobre estas coisas, que este que vocês escreve publica aqui, é que conversamos tanto. Devo ao meu pai o fato de eu não ser um idiota pseudo-colírio ou jogador de futebol analfabeto. Foi me falando dos seus tempos de adolescente, de universidade e de aventuras pelos jornais e redações que fiquei sabendo de muita coisa a respeito da personalidade dele. Logo gostaria de desejar de novo um feliz dia dos pais ao meu pai e também formador ideológico.
Abraços,
T. R. P.
Domingo foi um dia simples, de macarrão a alho e oleo (Don't ask me why). Porém foi um dia comum aqui em casa, como qualquer domingo, e justamente por isso escreve hoje.
Hoje o mundo é um lugar hostil à pessoas que tem cérebro. Para se dar bem hoje em dia basta ser um desmiolado com a arte da oratória, e não é a oratória que se aprende no Trivium/Quadrivium, e sim a oratória do povão... A lábia que faz o povão ficar grudado no canal 13 a uma dada hora da tarde. 400 mil reais para interpretar um personagem que, embora original, não tem nada de especial.
Sobre estas coisas, que este que vocês escreve publica aqui, é que conversamos tanto. Devo ao meu pai o fato de eu não ser um idiota pseudo-colírio ou jogador de futebol analfabeto. Foi me falando dos seus tempos de adolescente, de universidade e de aventuras pelos jornais e redações que fiquei sabendo de muita coisa a respeito da personalidade dele. Logo gostaria de desejar de novo um feliz dia dos pais ao meu pai e também formador ideológico.
Abraços,
T. R. P.
domingo, 8 de agosto de 2010
Relato de uma noite de Sábado
Enquanto os Ramones se encarregam de utilizar bem os poucos Watts do meu rádio, escrevo aqui no blog. Talvez eu preferisse imaginar o texto tocando Blues em uma SG conectada à um Marshall, mas por enquanto isso não é possível, mesmo porque não sei tocar.
Escrevi aqui um texto bastante sentimental nos últimos dias. É triste, porém já era previsível, que não teria muita utilidade, a não ser um vazio sem resposta. Durmi, durmi bem, porque realmente durmo melhor quando eu tiro o peso das minhas costas.
Pior ainda é saber que amanhã já virá o Domingo, para depois vir uma Segunda, e consecutivamente outros 4 dias de cão... Daí preciso ler livros para a feira... "Carolina Maria de Jesus"... Sem querer desmerecer o trabalho dela, interessante, sem a menor sombra de dúvidas. Mas não é projeto de uma semana, e muito menos meu campo de interesse. Para mim "histórias de vida" não comovem, e realmente preferia algo melhor para fazer... No entanto com tanto pouco tempo só tenho uma coisa a dizer sobre ler tal livro:
I can't make it on time
I can't make it on time
I keep tryin' and tryin'
I can't make it on time
I can't hurry and you can't wait
It doesn't matter 'cause we're already late
I can't get off the telephone
It always rings when I'm alone
You gotta wait wait
'Cause you don't need no one
Wait wait
'Cause you know that I'm the one
You gotta wait
Hey, hey, hey
Ramones - I Can't Make It On Time
Também acredito que sejam questionáveis as feiras do CPU. Ninguém está mergulhado no trabalho, ninguém quer saber de feira... Todo mundo só cumpre tabela. Sendo assim ninguém precisa ser falso e levar os pais separados no colégio e gritar "We're a happy family". Sério, estou com a paciência rachada de tanto ver isso. Se tem alguma coisa boa na feira é ver aquele bando de gente inútil se ferrar para apresentar algo que nem faz idéia do que é.
Sendo assim está lançada a recomendação: Texto pronto, decorado do melhor jeito possível... Joga 10 parágrafos e mata os pais de sono. Pronto.
Well, 5 dias de cão também significam: Não entender nada de Álgebra, especialmente se a professora enche a lousa de números, e além de você ter que processar a lógica numérica, ainda precisa traçar gráficos. Seria mais fácil se o colégio não fosse tão sacal, de uma forma geral.
"I Wanna Be Sedated"
Ainda continuando... Acabo voltando desse loop e pensando na cartinha que publiquei aqui. Talvez esteja muito fora do mundo. Devo ter morrido, e alguém deve ter esquecido de me avisar. O jeito agora é esperar algo acontecer para lá de 2013. Mas não quero falar do aspecto pessoal... Só mostro como o mundo está se conduzindo hoje. Rumando para a total falta de lógica. Logo concluo que está difícil falar com as pessoas, cada vez mais estamos vivendo em uma bolha flutuante, desisto, então, de tentar fazer com que as pessoas pousem. Pelo menos por enquanto.
Boa noite.
Abraços,
T. R. P.
Escrevi aqui um texto bastante sentimental nos últimos dias. É triste, porém já era previsível, que não teria muita utilidade, a não ser um vazio sem resposta. Durmi, durmi bem, porque realmente durmo melhor quando eu tiro o peso das minhas costas.
Pior ainda é saber que amanhã já virá o Domingo, para depois vir uma Segunda, e consecutivamente outros 4 dias de cão... Daí preciso ler livros para a feira... "Carolina Maria de Jesus"... Sem querer desmerecer o trabalho dela, interessante, sem a menor sombra de dúvidas. Mas não é projeto de uma semana, e muito menos meu campo de interesse. Para mim "histórias de vida" não comovem, e realmente preferia algo melhor para fazer... No entanto com tanto pouco tempo só tenho uma coisa a dizer sobre ler tal livro:
I can't make it on time
I can't make it on time
I keep tryin' and tryin'
I can't make it on time
I can't hurry and you can't wait
It doesn't matter 'cause we're already late
I can't get off the telephone
It always rings when I'm alone
You gotta wait wait
'Cause you don't need no one
Wait wait
'Cause you know that I'm the one
You gotta wait
Hey, hey, hey
Ramones - I Can't Make It On Time
Também acredito que sejam questionáveis as feiras do CPU. Ninguém está mergulhado no trabalho, ninguém quer saber de feira... Todo mundo só cumpre tabela. Sendo assim ninguém precisa ser falso e levar os pais separados no colégio e gritar "We're a happy family". Sério, estou com a paciência rachada de tanto ver isso. Se tem alguma coisa boa na feira é ver aquele bando de gente inútil se ferrar para apresentar algo que nem faz idéia do que é.
Sendo assim está lançada a recomendação: Texto pronto, decorado do melhor jeito possível... Joga 10 parágrafos e mata os pais de sono. Pronto.
Well, 5 dias de cão também significam: Não entender nada de Álgebra, especialmente se a professora enche a lousa de números, e além de você ter que processar a lógica numérica, ainda precisa traçar gráficos. Seria mais fácil se o colégio não fosse tão sacal, de uma forma geral.
"I Wanna Be Sedated"
Ainda continuando... Acabo voltando desse loop e pensando na cartinha que publiquei aqui. Talvez esteja muito fora do mundo. Devo ter morrido, e alguém deve ter esquecido de me avisar. O jeito agora é esperar algo acontecer para lá de 2013. Mas não quero falar do aspecto pessoal... Só mostro como o mundo está se conduzindo hoje. Rumando para a total falta de lógica. Logo concluo que está difícil falar com as pessoas, cada vez mais estamos vivendo em uma bolha flutuante, desisto, então, de tentar fazer com que as pessoas pousem. Pelo menos por enquanto.
Boa noite.
Abraços,
T. R. P.
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