domingo, 28 de novembro de 2010

Treino para Conto - I

Cerveja, muita cerveja. Já parecia suco de laranja naquela altura do campeonato. Mal via um palmo à sua frente, mas mesmo assim levantou-se. Foi ao balcão e pediu uma cerveja, mas falou que não queria suco de laranja. Todos sabiam a causa, um cheiro, que não era estranho à nenhum herbanário, se fazia sentir. O bar estava cheio, mas as duas mesas vizinhas estavam vazias.

Levantou-se, pagou com uma nota de Cem uma conta de 80. Chegou à sua casa do mesmo estado em que se levantara da cadeira. Os pais não estavam em casa, enquanto sentava em seu quarto, apenas olhava em volta, como se os objetos se movimentassem. Lhe era estranho, lhe era agoniante, mas ao mesmo tempo fantástico, e insuficiente. Precisava de mais, mas não podia mais, seus membros pareciam não atender aos movimentos.

Seus pais chegam, o chamam para a janta. Em um trocar de palavras rápido, dá tempo de se apossar de um pedaço de torta e se sitiar no quarto novamente. Dorme, dorme muito. Ao acordar, está lúcido o suficiente para lembra que tem que dirigir à algum lugar, engole bolachas, se joga no carro da mãe e sai na frente do colégio. Já não é mais o mesmo, nesta terra ganha poderes especiais, mas nem se lembra como conseguiu isso.

Era trágico. Não conseguia se dissociar seu emocional, social e físico, não conseguia se isolar. Era um só, muito sociável, é verdade, porém apenas queria ter sua vida, ouvir sua música, ter sua mulher. Não tinha isso antes, e teve tudo depois. Abriu sua mente por métodos muito mais naturais do que os neorônios poderiam oferecer.

Em ser sociável tentava encontrar o sentido de sua vida. Isso lhe segura, lhe conforta. Mas ao final das contas, nem lembrava que havia um colégio, família e pessoas, lembrava só de algumas pessoas muito próximas.

Afinal de contas, talvez nem tudo isso fosse ligado dessa forma, mas estava tudo tão mesclado, que agora seria até o fim. Tudo isso foi pensado, estava sendo pensado, neste momento, em uma cama hospitalar. AIDS no estado terminal.

--

A força da mente é a mais importante de nossas forças.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Redenção

Este blog foi durante algum tempo um constante alvo de ataques e contra-ataques. Foi depósito de depressões mal escritas, travestidas de bem escritas. Ofensas reitóricas, porém sem fundamento. Feri pessoas que não tinham nada a ver com o problema, muitas vezes. Citei nomes quase que claramente. Poderia fazer uma lista de itens aqui. Poderia escrever o nome de cada um. Infelizmente não posso fazer isso.

Apenas digo que não apagarei os textos antigos, mas deixo claro que me arrependo deles.

Levanto a bandeira branca a todos.

Imagine there's no Heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today


Imagine - John Lennon

Obrigado.

Att., Pedro

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

De tudo um nada, do pouco, um relato despreocupado

Amanheça e olhe para o relógio do seu despertador. Pense imediatamente que mais um dia não mata. Não custará suportar um pouco mais o que já acontece. Já fui preocupado com muitas coisas. Mudo agora. Minha política passa a ser a política do “foda-se”. O único jeito de sobreviver na ausência de luz é usando uma lanterna e não vociferando para que a luz volte.

Sobrevive-se nesses tempos sim! Cabeça para cima, corpo para frente, lanterna na mão, rifle da frieza na outra. Te chamaram de otário, escroto, gordo? Foda-se, o que vem dos níveis inferiores jamais pode influir em sua mente. Acredito nisso, e mais do que nunca à partir de hoje, o melhor método de lidar com ignorância é ignorar a ignorância. Você fala que sou burro, inseguro. Posso ser, mas você é um nada, fala isso por não ter mais no que reparar.

Falta do que fazer, problema sério. Porém vai um foda-se para isso também. Saiba com todas as letras: se quer ser idiota, a opção é sua. Colherás o fruto do que plantou hoje em outros dias.

Preocupo-me em quem se preocupa comigo, amo quem me ama, gosto de quem me gosta. Não estou mais nem aí para quem tenta me acertar com pequenas brincadeiras.

Bem-vindos ao novo mundo (:
Todos os inconformados, se unam à causa, e mostrem todo o seu “foda-se” diante de quem constantemente se recusa a entender.

\o/
T. R. P.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Já sei, já sei...

... vocês querem posts novos.

Infelizmente estou sem paciência para escrever algo de novo neste momento devido à falta de assunto mesmo. Para evitar looping, vou escrever primeiro offline, depois posto aqui o parecer mais "interessante". Peço desculpas pela falta de posts (Aos que costumam acompanhar de verdade).

Ah, e vou enviar o meu "projeto de blog" para um arquiteto, minha mãe é arquiteta. Quem sabe não seja aprovado e deixe de ser só um projeto. 8D (Awesome Face).

Att.,
T. R. P.

domingo, 12 de setembro de 2010

Blog do raiozinho: Um tanto quanto um depósito de depressões: Das funções de um blog.

Vlog, Blog, Slog, Alog, Podcast, que seja. A idéia básica de um blog é postar artigos. Um weblog pode ter vários propósitos, pode se prestar a finalidade de diário público ou crítica ao governo. Você escolhe (Se você estiver criando um blog, claro). A maioria das pessoas escreve sobre suas existências vazias (assim como eu faço), embora muitas dessas pessoas achem realmente legal escrever sobre a existência vazia. Tá, admito, eu acho. Mas isso é apenas porque o vazio da sociedade não dá pauta para temas importantes.

De qualquer forma todos criticam este blog apenas porque é um "Depósito de depressões". Oras, se eu só reclamo do mundo, é porque ele não tá bom. É impossível que alguém ache que está tudo certo. Se está achando, saiba: Mundo é muito mais do que você entende por mundo.

By the way, se você não gosta de textos depressivos, leia, mas não encha a paciência, ou simplesmente não leia. Ah, não adianta comentar no colégio o que escrevo aqui. Minha face de observador/escritor é destacada da face de "Aluno". Mesmo que eu esteja escrevendo um texto, serão dois modos alternados ao mesmo tempo (Alternância que diga-se de passagem não funciona bem, porque se perco a linha com idiotices alheias, demoro a retornar ao estado de consciência que utilizei para escrever o texto).

Mas tudo bem, não tenho mais forças para criticar tanta asneira. Meus textos políticos são taxados geralmente de "babacas". Meus textos criticando a classe média do CPU são classificados de "depressivos"... Os pessoais... Idem. Penso mesmo em encerrar este local, certas vezes, afinal é muito lixo de feedback. Não, os comentários eu geralmente gosto. Tirando poucos comentários idiotas, do tipo "Ô, Pedrão, assim não meu", do leitor "Alberto Alvis Corrêa" (Vulgo Pedro Lima Santos), costumo receber bons feedbacks, nesse aspecto agradeço a Patrícia, do "Odds & Ends" (Endereço nos recomendados, ao lado -->) e o Daniel Dutra, que nem tem comentado muito por aqui ultimamente, mesmo assim o endereço do blog dele se encontra ao lado, também (Embora os textos dele sejam na mesmo estilo desse, entrem e leiam também, é interessante).

Entretanto afirmo: Vou continuar escrevendo. Agradecimentos à quem me apoia!

Abraços,
Pedro T. R. P.

A good day

Acordei muito bem, eram 10 da manhã em ponto. Tomei café, e comi apenas um pão francês. Em saí para ir ao mercado, e no meio do caminho troquei uma abraço com a menina que eu amo, que bela coincidência. Depois, sem esperar muito, consegui usar muito bem o meu computador. Ele está rápido que nem um avião. Depois comecei a fazer meus trabalhos, fiz tudo em 15 minutos, era volumoso, mas a preguiça era inexistente, e era fácil de fazer.

Na Janta teve peixe, depois fui treinar os acordes na minha Gibson SG com amplificador Marshall Pré-Valvulado, e em duas horas treinei todos, tomei banho. E já estava pensando em treina-los de novo no dia seguinte. Não tive decepções, não tive problemas. Ainda fui na casa de uma amiga e a gente conversou muito bem. Recebi 3 mensagens legais no celular.

E a mina que eu gosto queria ficar comigo.

Bom, né? Seria, se fosse verdade. Forever Alone.

Att.,
T. R. P.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cindo dias para dar dorflex à alma

Escrevo às 11h20, ao som de "chop chop" a cachorra bebe água e não posso deixar de mais uma vez escrever um artigo, apenas para constatar minhas constantes falhas.

Tudo bem, tentei variar, mas é óbvio que eu cairia nisso novamente. Não lembro qual foi a última vez em que pensei nisso, não lembro porque penso nisso o tempo todo. E seria extremamente hipócrita negar. Ainda gosto de você, ainda te amo... O que é sem dúvida letal ao coração, uma vez que é o tipo de coisa que não dá em nada.

Ligo o som do quarto, ouço Ramones, AC/DC. É, o de sempre... Só para o tempo passar mais rápido. Na manhã seguinte, me arranco da cama, coloco o meu All Star, corro entre cozinha e banheiro em um rápido escovar de dentes apenas coloco a mochila no ombro e retomo meus passos já percorridos no dia anterior, sempre em direção de um prédio cinzento, opressivo, em meio a construções toscas e mal acabadas que ofuscam o ideal de estética. Quando volto a mim, já estou no quinto andar. Ao afundar na carteira retomo o meu pensamento em você... Faço um vôo pelas nuvens e rasantes nos campos abertos, mas ao mesmo tempo lindamente arborizados... O cenário perfeito, o sentimento perfeito, só falta você.

By the way, você está a poucos KM's da minha casa, estuda no mesmo colégio que eu, mas não vai ler isso provavelmente... E mesmo que leia, no effect. De qualquer forma mantenho a minha escrita: "Eu vou falar, tente não me ouvir, contra a sua vontade ainda estou aqui" (Sugar Kane - A Máquina Que Sonha Colorido).

Agora mais 5 dias para descansar do opressivo cenário de guerra que é o Porto União.
Digo isso porque é irritante conviver com as diferenças... Essas diferenças são o X da questão. Algumas divergencias são plenamente suportáveis, desde que as pessoas estejam no mesmo nível que você, para que pelo menos você possa estabelecer um diálogo. Não existe essa possibilidade...

Pelo menos vou ter a oportunidade de viajar de novo ao extremo da cidade e zoar um pouco para apagar da mente os cabeças de bagre com quem tenho que rachar espaço, o que é realmente um porre para um intelectual.

Att.,
T. R. P.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre "cumprir tabela"

Está na moda nos colégios. Todo mundo só cumpre tabela (não me excluo disso). Ninguém está realmente interessado com o que faz na feira... E em certos casos (como o meu, por exemplo), nem tem como estar. Ás vezes por causa dos companheiros de grupo, ou por causa do tema que o professor escolheu e você não sabe nada, por isso irá se f* para pesquisar. Ou os dois, o que é péssimo, óbviamente.

O que se faz nessa situação? Faz de qualquer forma... Afinal alguma nota é melhor do que nenhuma nota. Porém fica aquela dúvida... Se só cumprimos tabela, não estaria por acaso perdido o propósito original da feira, que é incentivar a leitura? Sim, se perdeu. Então nesse caso chega-se a um veredicito: Mais uma coisa para só cumprir tabela? Então por que não vai fora?

Ah, mas o colégio precisa fazer seu "papel social". E muito mais que isso: Precisa justamente cumprir tabela (Até aí) mostrando serviço aos pais... We're a happy family, isn't it?

Mais um exemplo de visão de mundo limitada.

Agora a pergunta que fará algum leitor argumentativo (São pouquíssimos aqui) é que não se deveria acabar com a escola, já que tudo é questão de cumprir tabela? Respondo: Não... Absolutamente não. O que se deve fazer é restaurar o interesse dos alunos pelas coisas que aprendem. Isso é um processo lento, certamente... Mas para isso precisamos fazer cortes: Tirem feiras e trabalhos alternativos... Mostre primeiramente como as matérias possam ser "bonitas" (Embora nem a minha pessoa ache isso nessa altura do campeonato).

O resumo da ópera é: Professores fingem que ensinam, alunos fingem que estudam, professores e a alunos fingem que agradam os pais, e escola finge que faz seu papel social.

Cabe eu citar uma única frase: "I wanna be sedated"...

Att.,
T. R. P.

domingo, 22 de agosto de 2010

23h30

30 minutos para o fim do dia... E pouco mais de 6 horas do nosso inexato tempo para o colégio. Blargh, não quero falar disso novamente. Haviam coisas a se fazer para manhã... Tarefas. Óbviamente fiquei sem fazer, afinal fui visitar tios lá na Vila Prudente... Voltei, e quando voltei já eram 6 da tarde. Querem mesmo que eu corra para fazer isso? Tá, eu tive tempo. Mas é muita coisa. I can't make it on time.

Agora, aproveito a onda... Assisto vlogs... E converso com cada vez menos contatos no MSN. A noite se afunila como que formando uma seta... Uma seta que indica a cama. 23h30 quer dizer isso. Pelo menos para mim.

Agora pense você o que é observar os absurdos do dia-a-dia e ter que achar tudo normal... Se você fosse um observador preocupado com o mundo, aturaria isso?

Att.,
T. R. P.

sábado, 21 de agosto de 2010

"Ah tá, haha"

Posto-me a frente das coisas e acredito que certas vezes essa possa ser mesmo uma resposta plausível a vários problemas que nos são relatados. Algo como dizer: "Ah, entendi agora... haha" (I Understand, but I don't care about this).

Mas pois é, não vou me extender na parte do significado. De qualquer forma algumas coisas no dia de hoje realmente "bugam" a minha perturbada mente. Primeiro é chegar na divisão do inferno (colégio) e ter que suportar o de sempre (Leia os posts mais antigos). E depois chegar no mercado e ter certeza de que já aniquilaram de vez o menor traço de cultura. Sim, algum desconto pela posição de trabalho do cara até podemos considerar... Mas o que você pensaria de alguém pedindo no balcão da padaria da seguinte forma:
- Me vê duzentAS gramas de mussarela, duzentAS gramas de mortANdela e dez pÃOs, por favor.
O que você pensaria? Fiquei horrorizado. Confesso que até o muito proliferado erro do "onde" me irrita, imagina essa atrocidade aí?

Voltei para casa... E ainda não voltei a estudar os exercícios da aula de violão (guitarra). Mesmo porque depois que voltei minha tia me fez ler uma reportagem sobre um cara da Globo que morou na Favela mesmo tendo dinheiro porque talvez fosse muito humilde... Ou porque houvessem vantagens por lá... Vai saber.

E assim as coisas vão me colocando fora dos trilhos... Pois como disse a Teté... Esses probres cheiram a coxinha... Pow, a maioria quer. Afinal hoje ser pobre ou pagar de pobre tá na moda... Isso você vê até no vestuário das pessoas: Bermuda, chinelão havaianas e camisa com estampa de surf, ou de vez em quando camisa da Ecko... Tudo bem, a marca não importa. Mas de qualquer forma ninguém deveria transformar roupa de praia ou de casa em roupa de sair ou ir trabalhar.

Eu uso bermuda... Sim... Muitos usam, não é ESSE o problema. Digo essas coisas porque sempre faço questão de colocar uma meia, tênis e uma jaqueta para ir até ao mercado. Não me misturo aos "manos".

Então isso me leva a concluir que realmente está muito fincada na nossa cultura essa questão do "pobretismo"... Vamos parar com isso... Quem é pobre não deve se conformar e se orgulhar, e quem tem dinheiro não precisa bancar o tosco, mesmo que seja só de brincadeira (como eu espero que seja em 100% das vezes, by the way...). Mas elejo um símbolo perfeito para o que estou falando: Regina Cazé. Chega, não precisamos de mais comunidades de pobre, já temos muitas.

Seguimos assim: Povo sem educação, pobres orgulhosos de serem "gente simples"... Onde vamos com isso?

"Mas sabe o que acontece?
RONALDO!" ¬¬'

Think about...

Att,
T. R. P.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Postagem do desenterro - II Edição

Mais uma vez fiquei uma porrada de tempo sem escrever. Na verdade é falta do que dizer mesmo. Já me manifestei em relação à minha amada, bem como meu pai, assim como manifestei indignação quanto aos tipos estranhos à minha volta.

Não gosto de loops, por isso fiquei algum tempo sem escrever.

Mas uma coisa está muito clara para mim. Há algo de errado no CPU, ou em mim... Algumas vezes enquanto estive no colégio ouvi a CBN... Mas poucas mesmo, e só por isso todo mundo diz que ouço a "rádio do trânsito". Não tem graça. Para falar verdade é bem coisa de adolescente babaca.

Estranhamente não existe entre alunos do CPU a capacidade de fingir que o cara não existe. Não sou respeitado nem com quem eu ando, para ver onde as coisas chegaram. Até fico de pé atrás de escrever aqui, pois um dos leitores me disse que eu precisava postar no blog, porque ele queria ter com o que rir quando chegasse em casa. Ótimo, ria com este texto.

Coxinha... Ah, coxinha. Fui muito mancada com a Teté na primeira feira do ano, eu sei... Mas acredito que o que estejam fazendo agora seja pior. Tudo bem que ela tivesse um preconceito teóricamente idiota... Mas pelo menos ela assumiu, e em parte até concordo com ela. Mas isso passa dos limites, e tornaram a expressão utilizada por ela em clichê... Nenhum de nós escapou quanto à utilização dele, porém já digo de ante-mão, é coisa de idiota. Não me estranha que todos a tenham criticado, hoje estamos pobrescos mesmo... Incluindo em cultura.

Deixe estar, enquanto S4F e Carbona for mais importante que o que vier mais para frente, e se preocupar com sociedade for coisa de otário, quem vai pagar por isso são eles.


Fica a dica... Nós, que temos cérebro, faremos troll face para os sacos de ossos, e também para os sacos de músculo...

"By the way", por enquanto continuamos nossa estrada em direção ao fundo do poço, Com Dilma nos TT's, com Serra comedor nos TT's... Tá difícil. Mesmo com o povo que eu ando, não posso nem pontuar a fala com as mãos... Vira tudo piada. Oratória, reitórica... Ninguém estuda mais a arte de falar bem. Agora falar malandramente é o que conta.

Mas "eu nââsci com cabelo enroladinho, cheio da cachinho na cachola" (Ou sei lá como se escreve), mas todo mundo canta isso, então deve ser algo muito imporante.

Abraços a quem merece,
Att.,
T. R. P.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dia dos pais

Estava pensando no que escrever agora pouco... Já que o @pereinert também escreveu sobre os dias dos pais, fica também a minha homenagem atrasada.

Domingo foi um dia simples, de macarrão a alho e oleo (Don't ask me why). Porém foi um dia comum aqui em casa, como qualquer domingo, e justamente por isso escreve hoje.

Hoje o mundo é um lugar hostil à pessoas que tem cérebro. Para se dar bem hoje em dia basta ser um desmiolado com a arte da oratória, e não é a oratória que se aprende no Trivium/Quadrivium, e sim a oratória do povão... A lábia que faz o povão ficar grudado no canal 13 a uma dada hora da tarde. 400 mil reais para interpretar um personagem que, embora original, não tem nada de especial.

Sobre estas coisas, que este que vocês escreve publica aqui, é que conversamos tanto. Devo ao meu pai o fato de eu não ser um idiota pseudo-colírio ou jogador de futebol analfabeto. Foi me falando dos seus tempos de adolescente, de universidade e de aventuras pelos jornais e redações que fiquei sabendo de muita coisa a respeito da personalidade dele. Logo gostaria de desejar de novo um feliz dia dos pais ao meu pai e também formador ideológico.

Abraços,
T. R. P.

domingo, 8 de agosto de 2010

Relato de uma noite de Sábado

Enquanto os Ramones se encarregam de utilizar bem os poucos Watts do meu rádio, escrevo aqui no blog. Talvez eu preferisse imaginar o texto tocando Blues em uma SG conectada à um Marshall, mas por enquanto isso não é possível, mesmo porque não sei tocar.

Escrevi aqui um texto bastante sentimental nos últimos dias. É triste, porém já era previsível, que não teria muita utilidade, a não ser um vazio sem resposta. Durmi, durmi bem, porque realmente durmo melhor quando eu tiro o peso das minhas costas.

Pior ainda é saber que amanhã já virá o Domingo, para depois vir uma Segunda, e consecutivamente outros 4 dias de cão... Daí preciso ler livros para a feira... "Carolina Maria de Jesus"... Sem querer desmerecer o trabalho dela, interessante, sem a menor sombra de dúvidas. Mas não é projeto de uma semana, e muito menos meu campo de interesse. Para mim "histórias de vida" não comovem, e realmente preferia algo melhor para fazer... No entanto com tanto pouco tempo só tenho uma coisa a dizer sobre ler tal livro:



I can't make it on time
I can't make it on time
I keep tryin' and tryin'
I can't make it on time

I can't hurry and you can't wait
It doesn't matter 'cause we're already late
I can't get off the telephone
It always rings when I'm alone

You gotta wait wait
'Cause you don't need no one
Wait wait
'Cause you know that I'm the one
You gotta wait
Hey, hey, hey

Ramones - I Can't Make It On Time



Também acredito que sejam questionáveis as feiras do CPU. Ninguém está mergulhado no trabalho, ninguém quer saber de feira... Todo mundo só cumpre tabela. Sendo assim ninguém precisa ser falso e levar os pais separados no colégio e gritar "We're a happy family". Sério, estou com a paciência rachada de tanto ver isso. Se tem alguma coisa boa na feira é ver aquele bando de gente inútil se ferrar para apresentar algo que nem faz idéia do que é.

Sendo assim está lançada a recomendação: Texto pronto, decorado do melhor jeito possível... Joga 10 parágrafos e mata os pais de sono. Pronto.

Well, 5 dias de cão também significam: Não entender nada de Álgebra, especialmente se a professora enche a lousa de números, e além de você ter que processar a lógica numérica, ainda precisa traçar gráficos. Seria mais fácil se o colégio não fosse tão sacal, de uma forma geral.

"I Wanna Be Sedated"

Ainda continuando... Acabo voltando desse loop e pensando na cartinha que publiquei aqui. Talvez esteja muito fora do mundo. Devo ter morrido, e alguém deve ter esquecido de me avisar. O jeito agora é esperar algo acontecer para lá de 2013. Mas não quero falar do aspecto pessoal... Só mostro como o mundo está se conduzindo hoje. Rumando para a total falta de lógica. Logo concluo que está difícil falar com as pessoas, cada vez mais estamos vivendo em uma bolha flutuante, desisto, então, de tentar fazer com que as pessoas pousem. Pelo menos por enquanto.

Boa noite.
Abraços,
T. R. P.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Público (Uma carta à alguém especial)

Sei de tudo... Sei que ao teu ver sou apenas amigo, sei que ao teu ver sou apenas alguém que queres evitar. Infelizmente sei de tudo o que pensa sobre mim. Não, não fico espalhando lamúrias aos quatro cantos do mundo, no entanto fico um tanto quanto magoado.

Minha imaginação voou a 1200 quilómetros por hora antes de se chocar em um monte que não constava no GPS, se é que é permitida uma comparação. Não entendo como é possível uma pessoa mudar tanto... Não entendo, não sei o que fiz, se foi minha a culpa, peço sinceras desculpas.

Sempre quis ser pelo menos um amigo valoroso seu, se não desse realmente para ser mais que isso. Era tudo com que realmente sonhava. Alguém que gostasse de Rock, tivesse inteligência e além de tudo linda... Imagine... Uma rosa perfeita...

Amizade que se fortaleceu em poucos meses... Éramos bons amigos. "*-*" ou "te amo" eram expressões comuns que trocávamos.... Dócil e mansa, assim como o vento em uma tarde de outono, que varre as folhas espalhadas na consciência, mas que além disso as organiza.

Ao som de uma tirada de blues perfeita de uma guitarra gasta com o tempo quem sabe? Não há ninguém que valorize tanto suas qualidades... Sua afinada e bonita voz e seu perfume servem de ticket para uma viagem sem fim nas altas frequências da minha mente.

Tudo que eu queria lhe dizer é que te amo. Você é a mais bela flor a ofuscar meus sonhos ao som dos relâmpagos contrastando com o rock'n'roll tocando no rádio. Tudo de que lembro é de você. E me resta apenas uma grande vontade de te ter nos braços... e dançarmos... e cantarmos...

Ah...

domingo, 1 de agosto de 2010

Agosto

Ah, Agosto... Mês do Desgosto. É quando finalmente você volta às aulas e tem que aguentar na TV anúncio de promoção de volta às aulas enquanto os pais correm para comprar o material para a segunda metade do ano.

Enquanto isso você já vai pensando que acaba seu tempo de paz e entra de novo na tensão. "Será que aquele trabalho é para amanhã", "PQP, não fiz a tarefa de aritmética". Quando na verdade você está com a situação sob controle e acha que não, ou vice-versa. "Overtensão" das aulas.

Mais uma vez em contato com as figuras fálicas, carregadores de roupas e outros tipos envoltos em panos, escutando música Eletrônica. Paciência, são os tempos. Resta se contentar com o fato de que o Rock nunca morre (Só envelhece). E essas outras drogas passam rapidamente. De resto não tem nada de bom ter que ouvir o "putz putz tarata putz ta"...

Ouço Ramones, Funk (Funk de gente, não "as novinhas") e AC/DC. Enquanto isso vamos levando o resultado do empobrecimento cultural nas costas. Às vezes penso que foi até a geração Rock (Eu curto, Rock, mas...) que gerou isso, com coisas como Pink Floyd (Que eu curto também, mas...) dizendo que deveríamos derrubar as paredes, que não precisamos de Educação.

Taí, os frutos acabaram sendo até os estilos ruins que surgiram. Será que isso tem concerto? A menos que criemos um movimento para revitalizar a cultura, acho que não é muito possível.

Att.,
T. R. P.

sábado, 31 de julho de 2010

Testando máquinas

Meu vizinho dá aulas de guitarra. Tá, não é tão vizinho assim... É algumas casas depois da minha. De qualquer forma fazia tempo que eu não via ele e o pessoal lá, acho que ele nem tocava guitarra ainda... Ou sim. Anyway, falei com eles esses dias, daí o cara veio em casa, apresentei minha Giannini e depois ele me chamou para ir lá no estudiozinho dele... Digo, quartinho. Havia um Marshall pré-valvulado, dois sofás, um amplificador de baixo e o computador. Ambiente legal para qualquer músico.

De qualquer forma cheguei lá com a minha guitarra meio fora de condições e não sabendo tocar nada mais do Blitzkrieg Bop (Bom, não sei ainda hm). Mas o legal é eu tive oportunidade de ver como funcionariam as aulas... Coisa que eu realmente preciso fazer para ter base. No entanto algo engraçado aconteceu, percebi que de fato eu gosto mais do Baixo. É antigo já... Sempre quis tocar os dois instrumentos.

De qualquer forma foi um dia legal para testar a parte elétrica da minha Giannini e ver que está tudo ok com ela. Acho que agora não haverão problemas para eu começar a tirar alguma coisa com a minha guitarra, exceto pela falta de um amp e da corda... Porém isso será providenciado em breve.

É legal trocar experiências com outros guitarristas, por mais que o que cada um fale uma coisa (Digo isso quanto a marca de cordas, tamanhos de palheta, modelos, amps, etc... etc...), mas acredito que isso seja normal, uma vez que cada guitarrista se adapta com o equipamento que lhe servir melhor.

Abraços,
T. R. P.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Para terminar

Ao som de AC/DC, com o álbum "Flick Of The Switch" eu escrevo algumas coisas aqui. Um leve vento varre o quintal, enquanto eu sinto um calor em tempo nublado. Tenho vontade de dormir com a janela aberta, mas não dá. Em uma metrópole onde vale "Cada um por si e deus por todos", e onde o crime é um constante risco resultante de uma força policial falha, é de suma importância que eu mantenha a janela fechada. De música em música de minha playlist vou ouvindo sem prestar atenção na letra. Um barulho de funciona como força motriz. Força motriz das engrenagens do pensamento.

Pode parecer incrível, mas eu trabalho mais com música, se gosto da tarefa que estou fazendo. Do contrário a música me desvia.

Limito-me a observar de longe o que acontece a minha volta, por mais que eu esteja perto. Ás vezes chego a pensar que não há propósito para escrever, ou para tomar nota. Mas experimente analisar o que você menos gosta. Não dá vontade de escrever algo e mostrar ao mundo o quanto você não gosta? É. Bom é quem consegue fazer isso de modo irreverente, sem disparar uma arma de fogo, ou 3 ou 4 impropérios.

Às vezes a força que garante isso falha. Ás vezes? Não, quase sempre. "The KKK took my baby away from me"... É e depois acabei ficando no mesmo estado, depois de tanto esperar o final. Situação que dá raiva. Mas tento manter a calma, porque é o tipo de coisa que acontece a todos, e o mundo não vai acabar por causa disso. Claro que todos gostaríamos que fosse diferente. Mas sempre há um primeiro acerto... E se você quer um acerto, fique preparado para os erros, você aprenderá com eles.

Processo demorado, no entanto eficiente. Eficiente mais ainda se combinado à experiências alheias, que podem te ajudar a não cometer os mesmos erros. Mas não vá pensar que você está na auto-estrada para o inferno assim que tomar uma negativa... E nem que está na escada para o céu enquanto não tomar uma. Fiz isso e fui para o inferno, admitir sempre é bom. Por mais que não funcione às vezes.

Mas só essas coisas visitam minha mente às 1h33. Fracassos... fracassos... fracassos... Volta às aulas... Mas como tudo tem seu lado bom, você pelo menos ficará menos isolado em casa e falará mais com os amigos... Tem então uma chance de apagar um pouco os acontecimentos ruins. É.

Abraços,
T. R. P.

Antes da cama, um post

**Texto não muito reflexivo, meio mal escrito e impresso do cérebro... 01h20 AM, campeão!**

Combinei comigo mesmo que hoje eu não poderia ir muito longe na madrugada, pois mal virará o fim de semana e eu já estarei em aulas. Isso é péssimo de vários modos. Ficou pendente a compra do encordoamento (Desde meados de Jukho), ficaram pendentes meus projetos no OpenTTD, ficaram pendentes... Ah, nem quero lembrar. E fiz coisas que eu nem poderia ter feito nas férias. De qualquer forma, quando o colégio torna o seu tempo letivo pesado você tende a ser menos produtivo nessas coisas.

O fato é que hoje a juventude é estranha. Por todo o lado você vê sacos de ossos rebolando ao som do... rebolation. Bem como rappers de rádio no ombro (tá, modo de dizer, hoje eles tem MP3). Enfim, tudo o que se considera meio "underground" tá fazendo sucesso com a classe média... Assim como foi com o rock, tá sendo com esses lixos aí... Porém acredito que o rock mereça mais respeito (E MUITO MAIS) do que qualquer Restart, bufalo bill ou mc zóio de gato.

Mas o mais engraçado é observar os tipos resultantes disso. Imagina só um cabelo que parece uma tigela invertida, moldada por um boné sem regulagem. Certo, agora imagine que a borda da tigela esteja bem na linha dos olhos do cidadão... E eles ainda utilizam uns panos (Deve ser, ou não, sei lá), porque roupas mesmo com certeza não são. Tais panos dão uma aparência de bufões a esse pessoal. Daí você tem palitos com banhas de pano terminados em uma tigela. Daí desça no pátio e veja uma turminha deles dançar ao som de um PSY. Sim, acho que o cidadão se move mais do que parece, pois a roupa oculta uns movimentos dele.

E então os tipos de dança? Jump, Roll(Existe?), Rebolation (É, tem dois tipos, e essa existe mesmo), Demoneition, Diabration, Avacalhation, playstation (Yeah, PLAYSTATION! PLAYSTATION!), e por final Jump and fall to wreck the ground and the head. É, nomes técnicos em inglês, meu camarada.

Existem outros tipos análogos... Um outro usa o mesmo método da tigela, só que parece uma salsicha com capacete... Adquirindo um certo formato "fálico". Inclusive usando umas camisas justinhas. Justinhas, sabe? Pois é... Justin deve ser uma dessas salsichas, só que ele canta que nem criança e daí se torna um tanto mais gay.

Mas é tendência... Tigela tá virando padrão. Vou deixar meu cabelo no estilo Ramones... Cabelo emo tá na moda E EU NÃO QUERO PARECER UM REMÉDIO PARA OLHO! hahahaha

Anyway, é só isso. Retratos das figuras do colégio particular. Tem gente que gosta, né? De qualquer forma estamos aê, sobrevivendo. É sempre muito bom encontrar a turminha do rock, é gente que ainda tem um pouco de tutano. Good bless, Rock'n'Roll! \/,,

Att.,
T. R. P.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

6 da manhã

6 badaladas mortais para o sono e ameaçadoras para a semana de aula que se aproxima. Entendo que realmente não deveria estar aqui, porém, já que estou, comento aqui as histórias da madrugada.

E chega a ser engraçado como uma pessoa pode assumir diversas personalidades dependendo do lugar onde ela está. Mostra bem como o lugar influi no psicológico da pessoa de acordo com as forças que ele aplica nela.

Enquanto em São Paulo podemos conversar sério e brincando normalmente, sem passar dos limites, como que sentados em frente á uma lareira em um dia de frio, como bons amigos. Outrora, em outro lugar, distante, 163 KM, um lugar próximo ao Acre, provavelmente (Entenda, foi uma hipérbole ¬¬'), as conversas se dão do mesmo jeito que aqui, porém de uma forma que realmente sejam distantes, dando a idéia de que você se estressou com algo no lugar em que você está, porém isso não é claramente manifestado...

E também há um conformismo sério com as situações locais. Tão sério que impede que a pessoa que figura em frente a lareira não possa aparecer com tanta frequencia, pois prefere um lugar com pouco mais que 90 habitantes (Ou não sei quantos mil). Não digo que seja por um motivo idiota, até entendo... Gostaria que fosse menos volátil.

Forças do interior: Mudam a pessoa e agem como imã.
Não, esse post não é para o entendimento de todos.

Abraços,
T. R. P.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Blog Indicado: Blog do Dan (É, ainda tá sem nome)

Tenho dois blogs para indicar, ambos estão começando. By the way, aí vão eles:
Blog do Daniel Dutra: É, eu sei que o blog dele não tem nome, mas ele está começando agora e nem sabe se vai usar o endereço que ele escolheu. Mas é mais um blog começando, vale a pena.

Abraços,
T. R. P.