terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre "cumprir tabela"

Está na moda nos colégios. Todo mundo só cumpre tabela (não me excluo disso). Ninguém está realmente interessado com o que faz na feira... E em certos casos (como o meu, por exemplo), nem tem como estar. Ás vezes por causa dos companheiros de grupo, ou por causa do tema que o professor escolheu e você não sabe nada, por isso irá se f* para pesquisar. Ou os dois, o que é péssimo, óbviamente.

O que se faz nessa situação? Faz de qualquer forma... Afinal alguma nota é melhor do que nenhuma nota. Porém fica aquela dúvida... Se só cumprimos tabela, não estaria por acaso perdido o propósito original da feira, que é incentivar a leitura? Sim, se perdeu. Então nesse caso chega-se a um veredicito: Mais uma coisa para só cumprir tabela? Então por que não vai fora?

Ah, mas o colégio precisa fazer seu "papel social". E muito mais que isso: Precisa justamente cumprir tabela (Até aí) mostrando serviço aos pais... We're a happy family, isn't it?

Mais um exemplo de visão de mundo limitada.

Agora a pergunta que fará algum leitor argumentativo (São pouquíssimos aqui) é que não se deveria acabar com a escola, já que tudo é questão de cumprir tabela? Respondo: Não... Absolutamente não. O que se deve fazer é restaurar o interesse dos alunos pelas coisas que aprendem. Isso é um processo lento, certamente... Mas para isso precisamos fazer cortes: Tirem feiras e trabalhos alternativos... Mostre primeiramente como as matérias possam ser "bonitas" (Embora nem a minha pessoa ache isso nessa altura do campeonato).

O resumo da ópera é: Professores fingem que ensinam, alunos fingem que estudam, professores e a alunos fingem que agradam os pais, e escola finge que faz seu papel social.

Cabe eu citar uma única frase: "I wanna be sedated"...

Att.,
T. R. P.

3 comentários:

Alberto Alvis Corrêa disse...

O Pedrão, assim nao meu

Patricia disse...

Se a sociedade fosse menos hipócrita meu projeto "Depósito de crianças" seria um sucesso. Lá ninguém finge nada. Os pais se livram de seus filhos por 30 reais a diária e a instituição só cuida para que eles não se matem enquanto os pais fazem o que tem que fazer (trabalhar, encontrar o amante, ir ao shopping etc.). Aí ninguém finge nada e todo mundo fica feliz. (Menos a criança, é claro. Mas até aí, nada de novo).

Lija disse...

Tenho uma observação bem pertinente que acho que você não percebeu. Enquanto os professores "seguem tabela", alguns alunos conseguem se interessar pelos assuntos tratados e buscam aprofundar seus conhecimentos, dentro ou fora da escola. Isso é raro sim, mas sem a ter sequer o sistema atual, não seria possível. É distante do que pode ser, porém melhor do que parece.
Ah, uma dica, tente começar explicando um pouco do que você pretende falar. Eu não entendi que feira é essa.